Ayrton Montarroyos cresce ao longo de ‘sinfonia de silêncio e sons’ em show no Rio

Embora a costura poética das canções tenha sido firme, levando o roteiro a contar uma história de superação amorosa que terminou no bis com inebriante abordagem do samba Volta por cima (Paulo Vanzolini, 1962), o tom excessivamente sereno dos arranjos e das interpretações de músicas desse bloco inicial – entre elas, Diariamente (Paulo César Gyrão e Gérson, 1972), o samba-canção Tu (Ary Barroso, 1934), Portão (Lula Queiroga, 2017) e Elegia (Péricles Cavalcanti sobre poema de Augusto de Campos, 1979), apresentada sem a sensualidade do tema lançado por Caetano Veloso – deixou a apresentação apática, embora ali, nesse começo, já estivesse evidente a segurança do cantor.

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