Brown mixa África, Anitta, baticum e eletrônica no álbum ‘Semelhantes’


Por conta da participação da cantora carioca Anitta, a música Africanitta vem sobressaindo no repertório de Semelhantes, álbum de Carlinhos Brown, lançado hoje, 24 de novembro de 2017, nas plataformas digitais através do selo Candyall Music. Faixa reciclada ao fim do disco com remix do DJ Deeplick, Africanitta exemplifica a intenção do cantor, compositor e percussionista baiano de mixar ancestralidade e contemporaneidade na formatação do repertório de Semelhantes. A música evoca a África matricial já no título, mas se joga na pista da eletrônica com baticum e com toques de funk e R&B, exaltando a própria Anitta.


A mistura de sons e universos musicais também fica evidenciada em Deus mestiço, música que abre o álbum com o toque do saxofone do músico norte-americano de jazz Walter Blanding. O canto de Brown e do convidado Mateus Aleluia – cuja voz foi projetada na década de 1970 no grupo baiano Os Tincoãs – evocam tempos imemoriais em fio que liga a África à Bahia mais antenada dos baticuns eletrônicos.


Na sequência do disco, Derivado petrolífero cai no suingue brasileiro com pegada roqueira que fica mais explicitada em Carreirinha, parceria póstuma de Brown com o cantor e compositor carioca Cazuza (1958 – 1990) cujo refrão é sedutor. Já Paladar junta os suaves temperos vocais de Clara Buarque (filha de Brown e neta de Chico Buarque) e do cantor uruguaio Jorge Drexler, que recita versos em espanhol na faixa. Assim como Africanitta, Paladar reaparece ao fim do álbum Semelhantes em remix do DJ Deeplick.


Com composições autorais inéditas como Vaza de mim e Beijo de língua, o disco Semelhantes abarca Orgulho de nós dois, música lançada em single em julho deste ano de 2017.


(Crédito da imagem: capa do álbum Semelhantes, de Carlinhos Brown)

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