Filipe volta a acertar o tom no single do terceiro álbum de estúdio, ‘CATTO’

Filipe Catto errou e acertou ao gravar o segundo álbum de estúdio, Tomada (2015). Ao mesmo tempo em que se livrou do crescente estigma de artista cafona, Catto deixou que o produtor Kassin diluísse a força do canto desse grande intérprete gaúcho, radicado na cidade de São Paulo (SP). Nas plataformas digitais a partir de hoje, 10 de novembro de 2017, com capa que expõe Catto em foto feita por Lorena Dini em Nova York (EUA) na festa de 30 anos do artista, o single Eu não quero mais corrige o erro e mantém o acerto desse grande cantor.


A música de Juliano de Holanda e Igor de Carvalho – compositores residentes no Recife (PE) – é recado raivoso a um ex-amor desafeto que permite a Catto expor os dotes vocais na dose exata do que pedem os versos da composição, sem pecar pelo excesso. “Eu não quero mais… pouco”, avisa esse cantor de voz inflamada em verso-síntese da música gravada dentro do universo indie com produção musical orquestrada por Felipe Pueri, da banda gaúcha Wannabe Jalva.


Eu não quero mais é o primeiro single do terceiro álbum de estúdio de Filipe, intitulado CATTO e programado para chegar ao mercado fonográfico a partir de 24 de novembro, em edição da gravadora Biscoito Fino. Caracterizado pelo cantor como um disco hedonista, CATTO foi gravado entre março e setembro deste ano de 2017, entre Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP), com produção de Felipe Pueri.


Além de três músicas inéditas de autoria de Filipe, que se mostrou compositor já no seminal EP independente lançado em 2009, Saga, o repertório do álbum CATTO inclui samba-exaltação de César Lacerda e Romulo Fróes, É sempre o mesmo lugar, e regravação da Canção do engate (1984), música do compositor português António Variações. Canção do engate, aliás, já tinha sido incluída por Catto no roteiro do show Tomada (2015 / 2017) na fase final da turnê.


(Crédito da imagem: capa do single Eu não quero mais. Filipe Catto em foto de Lorena Dini)

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