CD inicial do violonista erudito Paulo Martelli sai no Brasil após 23 anos


Expoente do violão clássico brasileiro, Paulo Martelli tem o primeiro álbum editado no Brasil após 23 anos. Gravado no início de 1993 na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e lançado originalmente em 1994 no exterior pelo selo canadense Gri Music, com o título de Paulo Martelli plays Diabelli, Paganini, Harris, Castelnuovo-Tedesco, o disco até então era inédito no mercado nacional. Na primeira edição brasileira, o álbum chega ao mercado fonográfico pelo Selo Sesc com o título de Debut.


Nascido em Araraquara (SP), em 2 de janeiro de 1966, o músico e produtor paulista é reverenciado no universo internacional da música clássica pela habilidade, destreza e virtuosismo com que toca o violão de onze cordas. Neste primeiro álbum ora (re)lançado no Brasil, Martelli toca – com violões dos anos 1920 e 1930, oriundos da coleção do violonista Sérgio Abreu, produtor do disco – obras dos compositores Anton Diabelli (1781 – 1858), Nicolo Paganini (1782 – 1840), Albert Harris (1916 – 2005) e Mario Castelnuovo-Tedesco (1895 – 1968).


A intenção de Martelli foi fazer um passeio pelos períodos clássico, romântico e moderno do violão erudito neste disco lançado na América do Norte, na Europa e na Ásia, mas curiosamente nunca editado no Brasil. Admirador da técnica de Martelli, o violonista Sérgio Abreu o viu tocar pela primeira vez em 1981, quando ainda Martelli ainda era adolescente, mas somente estreitou os laços profissionais com o músico em 1992, ano em que Martelli venceu o concurso Jovens Concertistas Brasileiros, do qual Abreu foi um dos jurados.


(Crédito da imagem: Paulo Martelli em foto de divulgação do Portal Sesc)

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