Tambores da Nação refazem Gil com os metais afro-baianos da Rumpilezz


Música de autoria de Gilberto Gil que deu título ao álbum zen-espiritualista lançado pelo artista baiano em 1975, Refazenda soou como corpo estranho no roteiro do controvertido show que uniu a Nação Zumbi com o cantor Ney Matogrosso, em setembro deste ano de 2017, na sétima edição carioca do festival Rock in Rio. A sensação de estranheza foi provocada pelo fato de Refazenda pertencer a outro projeto da banda pernambucana.


A canção de Gil figura no repertório selecionado pela Nação Zumbi para o primeiro álbum de releituras do grupo, Radiola NZ, disco programado para ser lançado em 8 de dezembro pelo selo Babel Sunset. A gravação de Refazenda refaz a conexão da Nação com o repertório de Gil, intérprete original do Maracatu atômico (Jorge Mautner e Nelson Jacobina, 1973), regravado há 21 anos pela banda no segundo álbum, Afrociberdelia (1996), ainda na fase com o vocalista Chico Science (1966 – 1997).


Disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 3 de novembro, como primeiro single do álbum Radiola NZ, o registro fonográfico de Refazenda pela Nação se eleva acima da média do pop pela inédita conexão dos tambores e guitarras da banda com os metais de toque afro-baiano de Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz, convidados da gravação produzida pela própria Nação Zumbi e feita no Totem Estúdio, em Fortaleza (CE), por Yuri Kalil.


Orquestrados por Letieres, os metais da Rumpilezz foram gravados por Tadeu Mascarenhas no estúdio Casa das Máquinas, em Salvador (BA). Saboroso aperitivo do promissor álbum Radiola NZ, o single Refazenda foi mixado e masterizado por Daniel Carvalho.


(Crédito da imagem: capa do single Refazenda, da Nação Zumbi)

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