sobre ‘house of cards’, kevin spacey, tv a cabo, ‘this is us’ e outras coisas


Parece meio óbvio que a Netflix já tinha planejado dar um fim para “House of Cards” há um tempo e aproveitou a péssima e vergonhosa declaração de Kevin Spacey – que misturou um pedido torto de desculpas após uma acusação de assédio sexual no passado com a revelação de que é gay (really?), numa clara e desastrosa tentativa de desviar a atenção da acusação – para anunciar que a série vai chegar ao fim após a sexta temporada. Sério, o cara tem 70 anos de Hollywood, estamos em pleno 2017, com tudo o que está acontecendo (tipo Weinstein e tal) e ele me solta uma declaração dessas? Que horror.house of cards claire frank underwood - robin wright e kevin bacon - blog Legendado


Mas “House of Cards”. Depois de três temporadas boas – duas delas ótimas –, a série começou a degringolar seriamente, até chegar nesse horrendo quinto ano (dá para ler mais sobre a quinta temporada aqui). Agora os caras conseguem posar de corretos e se livrar de um abacaxi. Bom para todos.

Pior de tudo é que, me conhecendo, estou achando que não vou aguentar e apesar de ter prometido nunca mais perder tempo com “House of Cards” vou ter que ver como vai acabar a história do amado casal Underwood. Quem viu cinco temporadas vê seis, não é mesmo?

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Estou quase voltando a ver “Stranger Things”, é muita pressão.

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Falta um episódio para terminar de ver “The Deuce”. Que coisa linda de temporada – nem o fato de eu não saber diferenciar os gêmeos vividos por James Franco atrapalhou. Prostituição nas ruas de Nova York nos anos 70 e o nascimento da indústria do cinema pornô pelas mãos do ídolo David Simon. Aquele roteiro coisa fina, aquela série que você vai ver vendo sem ter pressa de chegar a lugar nenhum, aquelas atuações impecáveis e uma caracterização de época idem. Uma das séries do ano.

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Aí tive que ficar internada por uns dias, como falei, e aproveitei para dar uma conferida na nossa querida TV a cabo, há tempos abandonada por mim – não a TV a cabo em si, mas o hábito de ver o que está passando na TV agora. Algumas observações:

Vi um episódio da sétima temporada de “Modern Family”. As crianças fofinhas hoje já têm tipo 20 anos, não são mais fofinhas, mas as piadas são as mesmas. Achei triste. Era tão boa essa série, e aí ninguém tem coragem de cancelar.

Tem um canal, Fox Life, que passa uns 200 episódios de “Bones” por dia. Nunca vi direito essa série mas acabei vendo alguns episódios porque adoro uma investigaçãozinha. Mas como é fraquinha a série, os personagens, os atores, né?

Todo dia na hora do almoço eu via um episódio de “House”. Amei essa série mais que tudo na vida, mas ela não envelheceu bem, embora continue divertida de ver.

É muito triste uma TV a cabo sem AXN. Acho que metade dos meus problemas estaria resolvida se eu pudesse apenas ver reprises aleatórias de “CSI”, “CSI: Miami”, “Criminal Minds” e afins.

Não tem nada que uma reprise aleatória de “Law & Order: SVU” não melhore.

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Não quero parecer (mais) amarga nem nada, mas eu estava vendo “This is us” de coração aberto, querendo muito abraçar essa série fofa que me emocionou logo no primeiro episódio. Mas que coisa cansativa… Acho que foi lá pelo 11º episódio (da primeira temporada) eu estava assistindo e simplesmente desliguei a TV. Não dá. Acho que vou dar um tempo e voltar na segunda temporada, ou em algum episódio que alguém me convencer de que vale a pena. Não esperava nenhuma série sobre anti-herois complexos ou questões profundas da humanidade, mas essa família bocó começou a me irritar profundamente.

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“The Good Place” continua tão legalzinha, né.

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