Improta ‘volta’ ao piano em disco em que toca Ary, Edu, Jobim e Villla-Lobos


No universo da música brasileira, o título Olha pro céu remete primeiramente ao belo tema junino composto por Luiz Gonzaga (1912 – 1989) com José Fernandes e lançado pelo cantor pernambucano em gravação editada em 1951. Mas Olha pro céu é também um dos títulos do cancioneiro soberano do compositor carioca Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994). Música datada de 1960, Olha pro céu batiza o décimo álbum solo do compositor, arranjador e pianista carioca Tomás Improta.


Gravado entre novembro de 2015 e abril de 2016, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), o disco distribuído através da Sonora marca uma espécie de retorno de Improta ao piano. Diferentemente do anterior A volta de Alice (2015), álbum lançado há dois anos em que o músico experimentou o toque eletrônico de sintetizadores, Olha pro céu é disco calcado no piano, único instrumento ouvido em cinco das sete faixas do CD.


As exceções são o tema autoral Silvestre: Nascente do Rio Carioca (Tomás Improta) – gravado com o toque adicional do contrabaixo acústico de Tony Botelho – e I concentrate on you (Cole Porter, 1940), música na qual também se ouve o violão de Gabriel Improta, filho de Tomás, na gravação feita com leve toque de bossa nova.


Somente com o toque virtuoso do próprio piano, lapidado ao longo de 47 anos de carreira, o solista reaviva o samba-canção Risque (Ary Barroso, 1952), toca Poema singelo (Heitor Villa-Lobos, 1938) e regrava Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torquato Neto, 1966) sem sair do tom.


(Crédito da imagem: capa do álbum Olha pro céu, de Tomás Improta)

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