Rápido e rasteiro na saideira do RiR

Sete tardes, noites e madrugadas depois, um top 5 elástico resume o melhor do RiR 2017 segundo meu discutível gosto: Who e Chic dividem o primeiro lugar; com outro empate em terceiro, Tears For Fears e Alicia Keys; e, no quinto, abusando do recurso e enfiando um sexto elemento, Baiana System e Red Hot Chili Peppers – este, garantido por momentos como a abertura à la Hot Tuna que Flea e Josh Klinghoffer fazem para “Californication”. Mas, a essa lista poderia acrescentar Elza Soares & Rael, Aerosmith, Miguel, CeeLo Green…, alguns dos que assisti em condições aceitáveis, frente ao palco, som das caixas chegando junto, visibilidade razoável.

Ou seja, distante de salas VIP (que não frequentei), de Imprensa, camarins (em três noites diferentes, penetrei na área social do Mundo para esticar as pernas, filar doses de scotch e voyerizar um pouco, incluindo ontem, quando fiz a desfocada imagem de um Offspring saindo de seu show que em nada me interessou) e demais áreas na Cidade do Rock nas quais música não se ouve.

Como comentei durante a cobertura, os muitos outros palcos são ignorados e, apesar da muita oferta de shows, os que realmente contam acontecem nos palcos Sunset (com as atrações de abertura também às moscas) e Mundo. Mesmo assim, acompanhar a programação completa dos dois, entre a abertura às 15h e o encerramento passando das duas da madrugada, é missão insana. Driblei a maratona assistindo a trechos dos primeiros pela TV e vazando antes do término de alguns – a tempo de pegar o final da transmissão do Multishow.

Então, tardiamente e rápido e rasteiro, dou adeus ao RiR do fora Temer e do Rio em guerra. Dessa vez com fotos mais precárias, feitas a partir de celular, com um close no telão de Jared Leto (que parece se divertir com os Thirty Seconds To Mars) , os Sepultura Derrick Green e Andreas Kisser (que sempre rendem imagens-clichê do rock) e o já citado paparazzocado.

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