Proibido de regravar Os Replicantes, Lobão acata veto ‘com esportividade’


Lobão tinha intenção de incluir regravação da música Surfista calhorda (Heron Heinz e Carlos Gerbase, 1986) no disco que prepara com recriações de sucessos do rock brasileiro da década de 1980. Mas um dos compositores desse que foi o maior sucesso da banda gaúcha Os Replicantes, Carlos Gerbase, negou hoje a liberação da regravação da música pelo artista carioca por discordar das alterações feitas por Lobão na letra de Surfista calhorda, tema lançado há 31 anos na coletânea Rock Grande do Sul (1986).

Na gravação que pretendia lançar na antologia do rock nacional dos anos 1980, Lobão modifica o verso “Vai para Nova York estudar advocacia”, incluindo referências a uma universidade do Rio Grande do Sul, em mudança que entende como “piada local”.


Em vídeo postado na página oficial de Lobão, o cantor diz que encara o veto “com esportividade”. Com a palavra, Lobão: “Os autores têm todo o direito de vetar a música. Realmente adulterei a letra. Somente quis atualizar o que eu achava que era datado. Sei que fui calhorda o suficiente para fazer isso e encaro com esportividade o veto. Acato a decisão do Gerbase. Nossa onda de amor não há quem corte”, garante, pacífico, o artista no vídeo, citando ao fim verso da letra de Telefone (Júlio Barroso e Herman Torres, 1983), sucesso da banda carioca Gang 90.


(Crédito da imagem: Lobão em foto de divulgação de Anatole Kaplouch)

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