Skank continua invicto no placar do Rock in Rio com show calcado em hits


ROCK IN RIO 2017“Com o Skank em campo, não tem placar em branco, não, rapaziada”. A frase dita por Samuel Rosa antes do grupo mineiro tocar É uma partida de futebol (Samuel Rosa e Nando Reis, 1996) deixou claro que o quarteto entrara em cena para ganhar o jogo e o público no show apresentado no Palco Mundo ontem, 16 de setembro, na segunda das sete noites do Rock in Rio.


Para garantir a vitória, Haroldo Ferretti (bateria), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Samuel Rosa (voz e guitarra) lançaram mão de hits ao longo do roteiro encerrado com o reggae Vamos fugir (Gilberto Gil e Liminha, 1984). O único impedimento para os sucessivos gols foram os discursos de Samuel.


Socialmente corretos, os discursos por vezes soaram também como entraves que fizeram a apresentação perder pique. O discurso mais exaltado e mais digno de aplausos culminou com recado inflamado dirigido aos políticos brasileiros (“Vocês são piores do que ladrões, vocês matam gente”) e precedeu a lembrança oportuna de In(dig)nação (Samuel Rosa e Chico Amaral, 1993), música engajada dos primórdios do Skank, composta em 1991 e lançada no primeiro independente disco da banda.


Embora venha lançando álbuns de menor apelo popular, como Velocia (Sony Music, 2014), o Skank já tem coleção de sucessos que o torna o grupo um craque na apresentação de shows em grandes espaços com um som pop que mistura reggae, rock e baladas. Três lados (Samuel Rosa e Chico Amaral, 2000) e, sobretudo, Vou deixar (Samuel Rosa e Chico Amaral, 2003) – responsável pelo momento apoteótico do Skank no Rock in Rio 2017 – mostraram que, enquanto estiver munido desses hits, o Skank jamais deixará o placar em branco ao entrar em campo. A julgar pelo show de ontem, o grupo continua invicto no Rock in Rio.


(Crédito da imagem: Samuel Rosa no Rock in Rio 2017 em foto de Marcos Serra Lima / G1)

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