Nuvem psicodélica carrega Céu para o tempo escuro do grupo Boogarins


ROCK IN RIO 2017 – A onda do grupo goiano Boogarins, representante da atual cena psicodélica brasileira cujo som já reverbera nos Estados Unidos, sempre abarcou Céu. O que deu sentido ao encontro da cantora paulistana com o Boogarins em show apresentado no Palco Sunset do Rock in Rio, na tarde do primeiro dia da edição 2017 do festival, 15 de setembro.


No segundo álbum, Vagarosa (2009), o dub – vertente psicodélica do reggae – já deixou enovoado o som de Céu. A nuvem ganhou outros sons e chegou até o quarto álbum da artista, Tropix (2016), cujo repertório apresentou Camadas, parceria da cantora e compositora com Fernando Almeida, o Dinho, vocalista e guitarrista do Boogarins.


Claro que Camadas ajudou a encorpar o encontro de Céu com o grupo no show cujo roteiro incluiu Foi mal, outra colaboração de Céu com Dinho Almeida. Música apresentada pelo Boogarins no sombrio terceiro álbum do grupo (Lá vem a morte, lançado em junho), Foi mal também costurou o encontro, encerrado com Chegar em mim, música de Jorge Du Peixe gravada por Céu no terceiro álbum, Caravana sereia bloom (2012).


Com densas camadas sonoras produzidas pelos toques dos músicos Benke Ferraz (guitarra), Fernando Almeida Filho (voz e guitarra), Raphael Vaz (baixo) e Ynaiã Benthroldo (bateria), a nuvem psidocélica carregou Céu para o tempo escuro do Boogarins no show mais indie do primeiro dia do Rock in Rio 2017.


(Crédito da imagem: Céu e Boogarins em foto de Alexandre Durão, do G1)

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