Grupo que inclui pianista filho de Baden, Ludere faz ‘Retratos’ do jazz

O lançamento do segundo álbum do grupo Ludere, Retratos, representa alento para consumidores de discos de jazz produzidos no Brasil. Não somente por reverberar a evolução do jazz contemporâneo tocado pelo quarteto – formado por um dos filhos do violonista Baden Powell (1937 – 2000), o pianista Philippe Baden Powell, com o baixista Bruno Barbosa, o baterista Daniel de Paula e o trompetista Rubinho Antunes – mas também por marcar a abertura de selo brasileiro dedicado ao gênero musical norte-americano.


Sucessor do álbum Ludere (2016), Retratos é um dos títulos fonográficos do primeiro lote de lançamentos do selo Blaxtream. Criado em 2015, o Ludere nasceu da afinidade musical surgida entre Philippe Baden Powell e Rubinho Antunes quando eles se conheceram em 2011, em Paris, na França. Em latim, o nome do grupo, Ludere, significa brincar, jogar ou tocar.


Se o quarteto foi batizado com termo de língua morta, a música que faz e toca é bem viva, como mostram as gravações dos oito temas autorais que compõem o repertório inédito do álbum Retratos. Magma (Bruno Barbosa) conta com a participação da cantora Vanessa Moreno. Já o guitarrista Vinicius Gomes se junta ao quarteto no toque de Reconciliação (Daniel de Paula) e Morro (Rubinho Antunes).


Pianista que também é compositor, assim como os demais músicos do Ludere, Philippe Baden Powell assina músicas como Origami e Afro Tamba, tema que remete ao universo musical do genial violonista e compositor fluminense Baden Powell, cujo legado é celebrado pelo Ludere nos shows roteirizados com os repertórios dos dois álbuns do grupo.


(Crédito da imagem: capa do álbum Retratos, do quarteto Ludere)

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