Filmes de Godard e Wenders ajudam Rafa achar tom de ‘Sessões perdidas’


Sessões perdidas é o disco por trás do filme, ou o filme depois do filme, ou o verso antes ou depois da vida. Não sei ao certo, mas gosto de não saber”, teoriza o compositor e músico paulistano Rodrigo Campos ao concluir texto reproduzido no encarte da edição em CD do terceiro álbum de Rafa Barreto.


Sessões perdidas (Circus / YB Music) é o nome desse disco em que Barreto – guitarrista, cantor, compositor e produtor musical ligado à cena indie paulistana – apresenta 11 músicas inspiradas por filmes. Os nomes das músicas reproduzem, inclusive, os títulos de recentes longa-metragens como Adeus à linguagem (Jean-Luc Godard, França, 2014), Tatuagem (Hilton Lacerda, Brasil, 2013), Pina (Win Wenders, Alemanha, 2011) e Tony Manero (Pablo Larraín, Chile, 2008), entre outros.


Única música não inspirada pela ficção, Isto não é cinema completa o repertório inteiramente autoral e encerra Sessões perdidas, álbum que sucede Entre becos (2009) e Ordem aleatória (2011) na discografia do artista.


O álbum foi gravado por Rafa Barreto com trio de músicos formado por Marcelo Cabral (baixo e synth), Maria Beraldo (clarone e clarinete) e Thomas Harres (bateria e percussão). Além de cantar, Barreto toca guitarra e assina com os músicos tanto os arranjos como a produção deste disco gravado ao vivo em fevereiro de 2016 no estúdio da YB Music por Carlos Lima. A capa de Sessões perdidas expõe foto de Nadja Kouchi sobre obra de Manu Maltez.


(Crédito da imagem: capa do álbum Sessões perdidas, de Rafa Barreto)

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