Músicas inéditas entram em cena no festival da série ‘Os dias eram assim’


Três músicas inéditas, um apresentador associado ao jornalismo musical – Zeca Camargo – e dois cantores da vida real compõem com um cantor da vida inventada o cenário do fictício festival que vai ser apresentado na supersérie Os dias eram assim, da TV Globo, em cenas previstas para irem ao ar a partir da próxima quinta-feira, 17 de agosto.


Nesse festival, o cantor, compositor e músico Gustavo Reis – personagem do ator Gabriel Leone, visto em foto de Maurício Fidalgo, da TV Globo, na gravação do evento – defende música intitulada Uma nova canção. A composição, na realidade, foi composta por Claudio Lins em parceria com Victor Pozas e Rafael Longoni. Pozas é um dos produtores musicais da trama escrita por Angela Chaves com Alessandra Poggi e gravada com direção artística de Carlos Araújo.


A cantora e atriz Bruna Caram e o cantor Wladimir Pinheiro também entram em cena para defender músicas inéditas no festival, Uma só voz e Nossa canção, respectivamente – ambas compostas pela equipe de produção musical da supersérie.


Na trama de Os dias eram assim, iniciada em 1970 e atualmente ambientada na década de 1980, a música atua como personagem que ajuda a contextualizar a situação política da época e as sagas existenciais dos protagonistas. Tanto que a supersérie teve a trilha sonora editada em CD duplo e em LP, pela gravadora Som Livre, com fonogramas de Novos Baianos, Secos & Molhados e Walter Franco, entre outros nomes em evidência nos anos 1970.


Personagem de Gabriel Leone, Gustavo Reis é um humanista defensor da liberdade de expressão que detonou toda a ação inicial da trama ao jogar bomba na fictícia construtora Amianto. Torturado pela ditadura, ele se afastou momentaneamente da música porque foi obrigado a tocar violão na cadeia pelos algozes do governo militar que asfixiou o Brasil na década de 1970.


Com os ventos da abertura e da anistia política, soprados a partir de 1979, Gustavo retomou a relação com a música – simbolizada na trama pelo canto e pelo toque do violão – e se encorajou a defender Uma nova canção no festival, já que a composição representa a esperança de democracia e dias melhores.


(Crédito da imagem: Gabriel Leone em foto de divulgação de Maurício Fidalgo, da TV Globo)

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