Sem sair da roda do samba, ex-cantor do grupo Galocantô lança álbum solo


Quatro anos separam a gravação do primeiro álbum solo do cantor e compositor carioca Rodrigo Carvalho – formatado em 2013 no Locomotiva Estúdio, na cidade natal do artista – da edição do disco produzido sob direção musical do violonista João de Aquino e direção artística de Túlio Feliciano. Mas a maneira tradicional com que Carvalho pisa no terreirão do samba deixa o CD independente Rodrigo Carvalho sem prazo de validade.


Frequentador das rodas da cidade do Rio de Janeiro (RJ) e reconhecido no mundo dos bambas cariocas desde a década de 1990 por ter integrado a banda de Beth Carvalho (referencial cantora de samba) e por ter fundado o grupo Galocantô, do qual foi vocalista por cerca de dez anos, Carvalho dá voz no álbum a duas composições de lavra própria, feitas com os parceiros Fred Camacho (Menina-luz) e João Martins (Pra casa não cair).


Mas a maioria do repertório foi colhida em quintais alheios. O cantor expõe os tons de Aquarela carioca (Toninho Geraes e Toninho Nascimento), atira Setas do destino (tema de compositor identificado somente como Ferreira na contracapa e no encarte da edição em CD), revive Jandirá (música que o compositor baiano Nelson Rufino lançou em 2003 na própria voz) e leva Papo de amador (samba gravado com a adesão de Zé Luiz do Império, parceiro de Luiz Carlos Máximo e Wanderley Monteiro na composição apresentada na voz de Monteiro em disco autoral de 2004).


(Crédito da imagem: Rodrigo Carvalho em foto de divulgação de Bruno Veiga)

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