‘Matuto moderno’, Vignini une baião, Hendrix e viola caipira em ‘Rebento’


O violeiro e produtor musical paulistano Ricardo Vignini é mesmo um matuto moderno. No segundo álbum solo, Rebento, o músico toca baião em tons de blues em Pé vermelho (música composta em parceria com o gaitista Sergio Duarte), apresenta pagode de viola intitulado Dr. cateretê (um dos dez temas assinados somente por Vignini) e saúda o guitarrista inglês Jimi Hendrix (1942 – 1970) em Beijando o céu, outro tema composto somente por Vignini e gravado com o toque da guitarra do pernambucano Lúcio Maia, músico da banda Nação Zumbi.


Sucessor do álbum Na zoada do arame (2010) na discografia solo do artista, músico virtuoso que gravou cinco discos com o grupo Matuto Moderno e que integra o duo Moda de Rock com o violeiro Zé Helder, Rebento alinha 13 composições autorais. Além da já citada parceria com Sergio Duarte em Pé vermelho, faixa que ostenta a percussão de Marcos Suzano, o repertório de Rebento apresenta criações de Vignini com Christiaan Oyens (Lua da colheita, música gravada com o violão slide weissenborn de Oyens) e com o pianista Ari Borger (parceiro em Ventos de novembro).


Extrapolando fronteiras musicais, o álbum reverbera influências do rock progressivo em Trevo e do bluegrass norte-americano em Indiana e em O bonde dos fontes.


(Crédito da imagem: capa do álbum Rebento, de Ricardo Vignini)

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