Banda gaúcha faz reggae com rock em EP produzido por Lucas Silveira


Quando ficou acertado que Lucas Silveira iria produzir o EP Universo sem fim, ora lançado pela banda gaúcha de reggae Paradise Sessions, inclusive em edição física em CD que traz encarte com a ficha técnica, os músicos do quarteto mandaram cerca de 20 ideias de riffs e melodias para o vocalista e compositor do grupo conterrâneo Fresno.


Silveira peneirou os sons e as ideias e, uma vez decididas as seis músicas autorais do disco, Caio Zanin (voz e baixo), Fábio Camozzato (voz e guitarra), Lucas Brunnet (teclados e synths) e Lucas Goulart (voz e guitarra) partiram em julho de 2016 da cidade natal de Porto Alegre (RS) para São Paulo (SP), cidade onde, durante duas semanas, deram forma ao EP no estúdio Dark Matter.


Mixado por Pedro Garcia, baterista do grupo carioca Planet Hemp, o EP Universo sem fimmarca transição no som da banda. Se o álbum Cubo (2015) trouxe repertório em inglês de climas mais densos, Universo sem fim apresenta seis músicas compostas em bom português em tons mais desanuviados sem, contudo, evocar o clima de luau inócuo de algumas bandas do gênero.


A cadência do reggae está bem marcada em Sonho bom, por exemplo. Contudo, até por contar com dois guitarristas, a banda Paradise Sessions faz reggae com pulsação de rock. Além da vibração roqueira, músicas como Horizonte e Perpétua também foram encorpadas com o sopro quente do trio de metais formado por Felippe Pipeta (trompete), Pedro Vítor (sax tenor) e William Tocalino (trombone). Se Session reverbera otimismo quase em feitio de oração, a música-título Universo sem fim mergulha nas águas mais turvas do dub sem perder de vista o horizonte de positividade pop que norteia o EP desde a primeira música, Mureta.


(Créditos das imagens: banda Paradise Sessions em foto de divulgação de Rafael Rocha. Capa do EP Universo sem fim)

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