Banda gaúcha Doris Encrenqueira fala língua do rock no primeiro álbum


A capa do primeiro álbum da banda gaúcha Doris Encrenqueira destoa do som ouvido nas dez músicas alocadas no disco ora lançado pelo selo 180. O próprio nome do quarteto formado em Porto Alegre (RS) em 2014 – por Pedro Lipatin (guitarra e voz), Henrique Cabreira (guitarra e vocal), Eduardo Hollywood (baixo e vocal) e Eduardo Schuler (bateria e vocal) – também parece fora do tom por fazer supor se tratar de um grupo de som calcado no humor. Mas o fato é que o álbum Doris Encrenqueira reverbera esse tal de rock’n’roll sem fazer graça. É um rock geralmente pesado, feito pelos jovens e cabeludos guris com pegada e riffs afiados.


Gravado em janeiro de 2016, com produção assinada pela banda com Sebastian Carsin e com Fabio Jardim, o álbum chega ao mercado fonográfico um ano e meio após a gravação, em edição digital e em CD com direito a encarte com as letras das dez músicas e um pôster da banda.


A edição do álbum foi precedida, em abril, pelo lançamento do clipe de Fazer o que (Eu gosto), rock que versa sobre a insatisfação profissional e que sobressai em repertório que também destaca Egoísta (com solos incandescentes das guitarras de Pedro Lipatin e Henrique Cabreira) e Cai fora. Encorpadas pela marcações cerradas do baixo de Eduardo Hollywood e da bateria de Eduardo Schuler, músicas como Nome na lista e Cidade zumbi mostram que Doris Encrenqueira tem o que dizer na língua básica do rock.


(Créditos das imagens: capa do álbum Doris Encrenqueira. A banda em foto de divulgação)

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