Salles recai no samba de Sampaio em DVD, sob a direção musical de Cazes


Em 2013, o cantor paraibano Chico Salles caiu no samba de Sérgio Sampaio (13 de abril de 1947 – 15 de maio de 1994), cantor e compositor capixaba projetado na primeira metade da década de 1970 com obra autoral de aguçada consciência social que destacou a marcha Eu quero é botar meu bloco na rua (1972). No álbum Sérgio samba Sampaio (2013), Salles evidenciou os sambas presentes no cancioneiro do compositor. Decorridos quatro anos, o artista volta a cair no samba de Sampaio – desta vez, em DVD.


No mercado fonográfico em julho deste ano de 2017, com capa que expõe Salles e Sampaio no traço do ilustrador Gersávio de Carvalho, o DVD Sérgio samba Sampaio por Chico Salles (Mills Records) rebobina as músicas do CD ao longo de 13 músicas gravadas no Studio EcoSom, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), com arranjos e direção musical de Henrique Cazes.


Com os toques do cavaquinho de Cazes, do violão de sete cordas de Tiago Prata, do acordeom de Nizo Jeremias, da zabumba de Durval Pereira e das percussões de Beto Cazes e Zé Leal, Salles dá voz a sambas como Até outro dia (Sérgio Sampaio, 1976), Cada lugar na sua coisa (Sérgio Sampaio, 1976) e Velho bandido (Sérgio Sampaio, 1975).


Fora da cadência que pauta o projeto, Chorinho inconsequente (Sérgio Sampaio e Erivaldo Santos, 1971) é composição lançada no coletivo álbum anarquista Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das 10 (1971), dividido por Sampaio com Raul Seixas (1945 – 1989), a cantora paulista Miriam Batucada (1947 – 1994) – nascida e morta nos mesmos anos de Sampaio – e Edy Star.


Outras músicas do DVD de Chico Salles são História de boêmio (Um abraço em Nelson Gonçalves) (Sérgio Sampaio, 1977), O filho do ovo (Sérgio Sampaio, 1976), Odete (Sérgio Sampaio, 1973), Velho bode (Sérgio Sampaio e Sergio Natureza, 1976) e Cala a boca, Zebedeu (Raul Sampaio – o pai de Sérgio, 1973).


(Crédito da imagem: capa do DVD Sérgio samba Sampaio por Chico Salles)

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