DISCOS DE MAIO DE 2017 – Cida, Joyce e Júlia editam grandes álbuns no mês


OS MELHORES DISCOS DE MAIO DE 2017 – Três cantoras de gerações e estilos distintos lançaram os melhores álbuns deste mês. Cida Moreira brilhou no segundo CD ao vivo de discografia iniciada em 1981 com registro de show. Em Soledade solo – Ao vivo na Casa de Francisca (Joia Moderna), a cantora paulistana iluminou recantos escuros na lâmina aguda da solidão. Com canto torto, afiado feito faca, Cida foi Belchior (1946 – 2017) a Marianne Faithfull em repertório que fez de Soledade solo álbum tão irretocável quanto o referencial A dama indigna (2011).


Já Joyce Moreno editou no Brasil um álbum de músicas inéditas, Palavra e som (Biscoito Fino), gravado em 2016 para o Japão, onde foi lançado no ano passado. Palavras de Joyce e de parceiros poetas como João Cavalcanti, Paulo César Pinheiro e Torquato Neto (1944 – 1972) fizeram a cama na varanda dos sons deste disco de musicalidade irretocável que reiterou a perenidade da inspiração do cancioneiro autoral da compositora, caso raro de artista que se mantém relevante ao longo dos anos sem viver de memórias e canções de passado glorioso.


Por fim, Júlia Vargas se alinhou com o som do próprio tempo no segundo álbum de estúdio, Pop banana. Na feira moderna deste disco ousado, cheio de frescor tropical, a cantora fluminense se confirmou uma das melhores vozes da geração 2010.


(Crédito da imagem: capas dos álbuns Soledade solo, Palavra e som e Pop banana, das cantoras Cida Moreira, Joyce Moreno e Júlia Vargas, respectivamente)

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