Swing & Simpatia, grupo que perde o músico Gu, descende do Raça Negra


Grupo fluminense de pagode que está em evidência na mídia ao longo deste sábado por conta do assassinato do percussionista e vocalista Gu na noite de ontem, 26 de maio de 2017, Swing & Simpatia é um dos muitos descendentes do Raça Negra no mundo do samba. Grupo paulistano projetado a partir de 1990 com um samba que misturava o baticum percussivo do gênero com o toque dos teclados, o Raça Negra criou um tipo de pagode que proliferou ao longo da década de 1990. Swing & Simpatia é fruto desse gênero genérico de samba, mais distante das tradições centenárias do ritmo.


O grupo virou notícia fora do universo musical por conta da trágica saída de cena de Gu, morto com vários tiros em bar situado na Vila Emil, em Mesquita, município da Baixada Fluminense (RJ), em crime ainda investigado pela polícia. Gu – o segundo da direita para a esquerda na foto acima – era o nome artístico de José Nicolau, músico que tocava surdo no Swing & Simpatia e que, antes da criação do grupo em 1994 no município fluminense de Nova Iguaçu (RJ), integrou a banda que acompanhava o cantor fluminense Carlos Roberto de Oliveira (1946 – 2012), o Dicró, artista nascido em Mesquita.


Gu tocava no Swing & Simpatia desde o início do grupo, que viveu período de auge comercial ao longo dos anos 2000, década que favoreceu o chamado pagode romântico. Na presente década, musicalmente dominada pelo universo sertanejo e pelo funk, o Swing & Simpatia perdeu visibilidade, assim como todos os grupos do gênero. Mas tinha voltado ao mercado fonográfico neste primeiro semestre de 2017 com a edição do álbum É desse jeito (Radar Records) quando foi surpreendido e abatido com a notícia do assassinato de Gu, por motivos ainda ignorados pelo grupo e pela polícia.


(Crédito da imagem: Swing & Simpatia em foto de divulgação)

Deixe uma resposta