Disco da dupla Criolina, ‘Radiola em transe’ irradia reggae e psicodelia



Dupla maranhense formada pelo casal de cantores, compositores e músicos Alê Muniz (voz, violão e guitarra) e Luciana Simões (voz e gaita), Criolina sintoniza a psicodelia das décadas de 1960 e 1970 no CD Radiola em transe. Terceiro álbum da dupla, lançado pelo selo Sete Sóis, Radiola em transe irradia o mix de ritmos resultantes da combinação das influências musicas de Alê e Luciana. Ele transita há anos pelo universo musical do Maranhão. Ela sempre esteve associada ao reggae, tendo sido fundadora da banda Mystical Roots e vocalista do grupo Natiruts. Juntos em carreira fonográfica iniciada há dez anos com a edição independente do álbum Criolina (2007), Alê e Luciana misturam levadas em Radiola em transe, indo do reggae ao rock, passando pela saudação na letra de Ponta verde (Luciana Simões e Celso Borges) aos tambores que ecoam em todo o universo pop a partir dos sons propagados pela mãe África.


Gravado sob a direção do guitarrista Rovilson Pascoal, que se reveza também no toque do banjo, do moog e do sintetizador ouvidos ao longo das 13 músicas inéditas do repertório autoral, o disco foi formatado nos estúdios Parede-Meia e Canto da Coruja, na cidade de São Paulo (SP), ao longo do segundo semestre de 2016. Alê Muniz e Luciana Simões assinam juntos composições como Farinha do mesmo saco, Menina do salão, Negra noite, Pare que eu sigo a pé, Rocksteady de Bequimão a Curupuru (esta com a adesão na autoria de Gerson da Conceição), Salve a rua e Transe. O poeta Celso Borges é parceiro de Luciana em Essa menina e na já mencionada Ponta verde. Já Compacto 76 é música somente da Luciana. O álbum Radiola em transe sucede o EP Latinoamericano (2016) na vivaz discografia da dupla.


(Créditos das imagens: Criolina em foto de Marcos Vasconcelos. Capa do álbum Radiola em transe. Projeto gráfico de Amanda Simões)

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