Adeus ao eterno “boy” do rock brasileiro

Como aconteceu com tantos nomes da geração roqueira que tomou de assalto o Brasil dos anos 1980, a carreira musical de Kid Vinil pouco avançou após a superexposição do período. Mas, permaneceram alguns sucessos certeiros, especialmente “Sou boy” (lançado em 1983 pela Warner, no compacto simples ao lado) e “Tic tic nervoso” (1984), ambos gravados com seu segundo grupo, Magazine. Também fica o legado como um dos mais antenados programadores de rádio e VJs do gênero.

Antônio Carlos Senefonte, nascido em 10 de março de 1955, era uma enciclopédia ambulante e espirituosa do rock, marcando presença nos programas “Boca Livre” e “Som Pop” (ambos na TV Cultura de São Paulo) e como VJ na MTV, onde fez escola com seu “Lado B”, especializado na cena alternativa. Por sinal, antes do estouro do personagem pop e divertido que liderava o Magazine, Kid Vinil participou de uma das primeiras bandas punk do Brasil, Verminose.

A vertente de pesquisador, jornalista e historiador está registrada no livro “Almanaque do rock”, editado em 2008, e, desde então, um bom guia para o gênero, dos seus primórdios no início dos anos 1950 até nossos dias.

Nas duas últimas décadas, fosse como DJ, jornalista, na efêmera volta do Magazine ou mais recentemente à frente do Kid Vinil Xperience, ele mantinha a paixão pela música e esbanjava o seu dom de entreter plateias. Vai fazer falta.

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