Grande vencedor em Veneza, ‘A mulher que se foi’ mostra vigor do cinema filipino

Por esse argumento, se poderia até pensar num filme de Pedro Almodóvar: mulher passa 30 anos presa injustamente, até que uma colega confessa o crime. Posta em liberdade, a protagonista procura sua família, descobre que o marido morreu, reencontra a filha (Marj Lorico), e fica sabendo que o filho desapareceu. Enquanto o procura, promete vingar-se do ex-namorado que armou sua prisão, e acaba amiga de uma travesti epilética, Hollanda (John Lloyd Cruz). Mas os dois cineastas, Diaz e Almodóvar, não poderiam contar esse melodrama de maneira mais diferente, a começar pela opção de cores. Numa fotografia em preto e branco, assinada por ele mesmo, Diaz procura o destino de uma nação inteira em meio à tragédia de Horacia.

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