Midnight Oil comemora os 25 anos do Greenpeace no Brasil


Após, na noite de domingo, tocar por quase três horas no Vivo Rio, o Midnight Oil ainda teve fôlego para fazer um pocket show no início da noite de hoje. O grupo australiano liderado pelo cantor e ativista Peter Garrett, que nesta segunda vai se apresentar em Brasília, foi ao barco Rainbow Warrior, do Greenpeace, ancorado na Praça Mauá, para participar das comemorações dos 25 anos da organização ambientalista no Brasil.

Para cerca de cem felizardos, entre a tripulação do Rainbow Warrior e voluntários da ONG, eles apresentaram seis canções de seu catálogo de rock de combate, incluindo “Say your prayers”, “Put down that weapon”, “Sometimes” e, para fechar a noite, o maior sucesso no Brasil, “Beds are burning”.    

Midnight Oil comemora os 25 anos do Green Peace no BrasilApós o breve concerto, conversei por alguns minutos com Garrett, que, aos 64 anos, falou da volta aos palcos com o entusiasmo de um garoto. Entusiasmo reforçado pela escolha do Brasil para abrir a nova turnê mundial do grupo:

“Todos os concertos foram incríveis, ficamos muito felizes e impressionados pela resposta das plateias em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio. Após tantos anos longe, não sabíamos o que esperar, e foi realmente estimulante”, disse Garrett, também explicando o por quê da decisão de estrear pelo Brasil.

“Mesmo que nossas diferenças culturais sejam grandes, há também muitas afinidades, uma forte ligação com a natureza. E queríamos começar pelo nosso hemisfério e num país tão importante para as questões pelas quais militamos. Cerca de um mês antes de sairmos para a estrada, ficamos sabendo das ameaças aos recifes de corais na Amazônia, assunto que entrou para nossa pauta”.

Membro do parlamento australiano entre 2004 e 2013, período no qual também assumiu os ministérios de Meio Ambiente, Herança e Arte Indígena e de Educação e Juventude de seu país, Garrett não lamenta a experiência mas se diz cansado da prática política. De volta ao rock, no entanto, ele não se desligou do mundo e de seus problemas.

 

“Vivo em outro país, não posso comentar profundamente sobre as questões políticas brasileiras, mas, sim,  acompanho o que está acontecendo, entendo a preocupação dos trabalhadores com seus direitos ameaçados. Também vejo a tragédia que é a condição dos indígenas brasileiros, a pressão que sofrem por parte dos grandes proprietários de terra, pelo poder econômico. Esse é um país tão forte, cheio de recursos naturais, mas que atravessa um momento de crise. Apesar de tudo, acredito e torço pelo Brasil”, completou o cantor, que, nesta segunda, fecha a passagem pelo país com show no Net Live, em Brasília.

 

 

 

 

 

 

 

 


Crédito fotos e vídeo: ACM

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