Grupo de luta medieval ‘swordplay’ reúne jovens de Piracicaba há 11 anos

Treino de swordplay do grupo Falkisgate em Piracicaba (Foto: Carol Giantomaso/G1)Treino de swordplay do grupo Falkisgate em Piracicaba (Foto: Carol Giantomaso/G1)

Quem passa pela Rua do Porto de Piracicaba (SP), principal ponto turístico da cidade, se sente em outro século, mas não é só pela arquitetura antiga do Engenho Central. Com espadas, escudos e lanças em punho, vestidos a caráter, o grupo de jovens “Falkisgate”, se reúne há 11 anos, todos os domingos, para um combate medieval. Com armas forradas de espumas, a luta é uma simulação.

O líder do grupo, Caio Martins Ferreira, tem 22 anos e treina há sete. Ele divide sua rotina de estudante de engenharia com os treinos aos domingos. Ele contou ao G1 que o grupo é um dos maiores do Brasil e surgiu a partir de amigos que tinham paixão pela cultura medieval. “A gente se baseou na batalha campal”, disse.

Os combates, que começaram em Piracicaba, já se espalharam por oito cidades do Brasil. Toda semana, cerca de 30 pessoas vão ao Parque da Rua do Porto ou ao Varejão da Paulista para os treinos.

Líder da Falkisgate Caio Martins (Foto: Carol Giantomaso/G1)Líder da Falkisgate em Piracicaba, Caio Martins

(Foto: Carol Giantomaso/G1)

Amizade

Além da diversão, a Falkisgate também cria laços de amizades entre os membros, segundo o líder. Caio contou que como são muitos jovens, algumas vezes os mais velhos passam orientações para os adolescentes. “É como se fosse um escoteiro, passando caráter também. A gente não aprende só a técnica”, explicou.

Caio Martins também contou que a Falkisgate o ajudou a criar amizades. “Foi uma ajuda importante, eu era muito quieto e lá eu comecei a fazer mais amigos e conversar”, ressaltou.

O grupo também utiliza as técnicas aprendidas nos treinos em competições. Todos os meses que tem cinco domingos, os membros organizam um campeonato interno. Além desse, em julho acontece o Encontro Paulista de Swordplay, que reúne grupos de várias cidades para treinos e competições.

Armas de swordplay são feitas com cano PVC e espuma (Foto: Carol Giantomaso/G1)Armas de swordplay são feitas com cano PVC e

espuma (Foto: Carol Giantomaso/G1)

Segurança

O líder disse que além da diversão e das técnicas, é importante pensar na segurança dos treinos. Ele contou que já tiveram casos de membros que se machucaram, mas nunca alguma lesão séria. “Como todo o esporte, a gente está sujeito a lesões e machucados. Mas nós temos um kit médico e alguns membros fizeram curso de socorrista”, explicou.

Caio afirmou que em todos os treinos sempre tem alguém treinado para ajudar caso haja algum problema.

As armas também são construídas pensando na segurança dos lutadores. A base é feita com um cano PVC resistente, forrado com uma espuma especial e com EVA de tatame. E, além disso, antes de todos os treinos os membros se aquecem e se preparam para que o exercício seja seguro.

Mulheres são incentivadas a participar dos treinos de swordplay (Foto: Carol Giantomaso/G1)Mulheres são incentivadas a participar dos treinos

de swordplay (Foto: Carol Giantomaso/G1)

Pessoas a partir de 12 anos podem participar, mas a maioria hoje tem entre 14 e 16. O grupo também aceita e incentiva a participação de mulheres nos treinos. Atualmente, três participam ativamente e não há nenhuma restrição. A recomendação para todos os membros é que utilizem roupas confortáveis e que facilitem o movimento.

O líder convida a todos os interessados para participarem dos treinos, todos os domingos, às 16h, no Parque da Rua do Porto. Em caso de chuva, o treino acontece no Varejão da Paulista.

Os treinos não têm nenhum custo para novos membros. Já para os lutadores fixos, o grupo pede uma colaboração de R$ 20 por semestre, para a manutenção das armas.

*Sob supervisão de Claudia Assencio, do G1 Piracicaba.

Lutadores de swordplay treinando em Piracicaba (Foto: Carol Giantomaso/G1)Lutadores de swordplay treinando em Piracicaba (Foto: Carol Giantomaso/G1)
Antes dos treinos de swordplay, os lutadores se alongam (Foto: Carol Giantomaso/G1)Antes dos treinos de swordplay, os lutadores se alongam (Foto: Carol Giantomaso/G1)

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