No AM, fãs lamentam morte de Carrie Fisher: ‘É como perder tia distante’

Carrie fisher, a princesa Leia de Star Wars (Foto: Divulgação)Carrie fisher, a princesa Leia de Star Wars (Foto: Divulgação)

O ataque cardíaco e a morte da atriz Carrie Fisher pegaram de surpresa os fãs de “Star Wars”. Eterna “princesa Leia” da saga criada por George Lucas, Fisher morreu nesta terça-feira (27), aos 60 anos. Em Manaus, mulheres que viam em Carrie um ícone do cinema lamentaram a morte da estrela. “É como perder uma tia distante”, diz a jornalista Juçara Menezes, vice-presidente do Conselho Jedi do Amazonas.

Ainda abalada com a morte da atriz, Juçara define Carrie e a sua princesa Leia como “símbolos do empoderamento feminino”. “Não existe lacuna [com a morte dela]. Existe um buraco negro. Ninguém vai substituir aquela mulher com um cabelo diferente, uma roupa branca e uma arma em punho, como vista pela primeira vez”, afirma a jornalista.

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Ao G1, Juçara conta que a sensação nos fãs-clubes da saga “Star Wars” é de luto total. “É uma choradeira para todo lado que vejo. Eu mesma só paro de chorar quando saio da internet e vou ver qualquer outra coisa. A sensação geral é que morreu uma tia distante, mas muito querida”, resume.

Uma das fundadoras do site Mapingua Nerd, a publicitária Fernanda Brandão lembra que Fisher “foi uma referência para muitas mulheres e meninas em um meio ainda machista”. “Foi a primeira vez que me senti tão fortemente representada no cinema”, revela.

Não passou despercebido o fato de a morte de Carrie ter ocorrido no mesmo período em que a saga “Star Wars” retornou às telas de cinema, com “O Despertar da Força” (2015) e “Rogue One: Uma Aventura Star Wars”, que estreou há poucos dias.

Mark Hammil, Carrie Fisher e Harrson Ford em 'Star Wars - Uma Nova Esperança' (1977). (Foto: Divulgação/Lucas Film)Mark Hammil, Carrie Fisher e Harrson Ford em ‘Star Wars – Uma Nova Esperança’ (1977). (Foto: Divulgação/Lucas Film)

“O que me deixa mais triste sobre ela é que se foi cedo. Estou com a sensação de que ela poderia ter estado muito mais com a gente. ‘Star Wars’ está de volta e ela é parte disso desde o começo”, lamenta Fernanda, ao mesmo tempo que lembra que a presença de mulheres fortes na saga é um alento aos ‘órfãos’ de Leia Organa. “Consigo me lembrar da General Leia abraçando Rey em uma cena do recente ‘O Despertar da Força’. É como se Carrie estivesse passando o bastão a Daisy Ridley. Felizmente ainda seremos muito bem representadas”, acrescenta.

Filha da atriz da era de ouro de Hollywood Debbie Reynolds, Carrie Fisher teve uma vida conturbada fora das telas. A estrela chegou a reclamar publicamente de situações dos roteiros de “Star Wars”. Mais tarde, teve uma carreira bem sucedida no tratamento de roteiros em Hollywood. “Um dos motivos de Carrie ter sido escolhida para o elenco de Star Wars por personificar um senso de ‘realeza’ à personagem.  Mas mais que isso, ela trouxe um timing cômico excelente, além de balancear a sensibilidade e força de uma personagem feminina que se tornou icônica justamente por fugir ao padrão mesmo sendo uma ‘princesa'”, destaca a professora universitária e crítica de cinema Susy Freitas.

Carrie Fisher em 'Star Wars - O Despertar da Força' (2015). (Foto: Divulgação/Lucas Film) Carrie Fisher em ‘Star Wars – O Despertar da Força’ (2015). (Foto: Divulgação/Lucas Film)

 

Sem papas na língua, a atriz fez de seus problemas fonte de risadas em autobiografias como a que inspirou o filme “Lembranças de Hollywood” (1990) – na produção, Meryl Streep interpretou uma versão sua e Shirley MacLaine fez as vezes de Debbie Reynolds.

Esse lado autodepreciativo da atriz é destacado por Susy. “A profunda autocrítica da atriz sobre sua fama e a abertura para falar se assuntos que a assombaram, como o vício em drogas, depressão e o transtorno bipolar que a acompanhou durante toda a vida também a fizeram uma figura importante no uso de questões pessoais em prol de causas beneficentes. Sua figura única e nada careta fará falta”, finaliza Susy.

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