Letícia Spiller passa carreira a limpo e revela vontade de fazer faculdade

Letícia Spiller no show Não Deveria se Chamar (Foto: Frederic Jean Laouenan e Evelin Santos)Letícia Spiller no show Não Deveria se Chamar (Foto: Frederic Jean Laouenan e Evelin Santos)

Letícia Spiller tem muitos motivos para se orgulhar dos trabalhos que fez. Aos 43 anos, a atriz acumula sucessos na televisão, cinema e teatro. Em Americana (SP) para a estreia nacional do musical “Não deveria se chamar”, ela conversou com o G1 e passou a limpo a carreira. Ao olhar pra trás, Letícia falou com emoção sobre a profissão e revelou a vontade de ter uma formação acadêmica. “Eu sempre quis ser atriz. Antes mesmo de ser paquita, eu já fazia teatro na escola e tinha muito estimulo artístico, em casa, na escola. Então acho que foi uma coisa que já estava em mim há muito tempo”, contou.

Apesar da vontade de ter feito uma faculdade, a atriz admite que precisou escolher priorizar a profissão quando os trabalhos começaram a aparecer. “Eu queria ter uma formação acadêmica, mas me vi em um momento da vida em que precisava fazer uma escolha, então escolhi trabalhar, porque já estava envolvida com peças de teatro e era difícil levar duas coisas ao mesmo tempo”, afirmou Letícia, que ainda pensa em cursar uma universidade de letras ou literatura.

Desde quando participou de “Malhação”, seu primeiro trabalho na TV Globo, a atriz enfrenta carreira intensa dividindo a televisão e os palcos. Após o primeiro papel de destaque, a Babalu, da novela “Quatro Por Quatro” (1994), a carreira deslanchou com novelas, peças de teatro e trabalhos no cinema, inclusive, atrás das câmeras, como produtora.

“Foram aparecendo coisas bacanas, desde Malhação que foi a primeira que eu participei e eu não parei mais. Eu não sabia que ia ser tanto assim, mas antes de dar uma pausa, eu pretendo continuar com projetos musicais”, disse.

Paixão pelo teatro

Estar nos palcos, para Letícia, é um lugar de renovação. Além de atuar, a atriz tem entrado no universo da música e soltado a voz em musicais e agora na pele da personagem Lenita, uma mulher que canta clássicos do rock no palco de seu bar, na novela das 18h, “Sol Nascente”.

Letícia Spiller canta em peça de teatro (Foto: Frederic Jean Laouenan e Evelin Santos)Letícia Spiller canta em peça de teatro

(Foto: Frederic Jean Laouenan/Evelin Santos)

“Eu fiz alguns musicais, de alguns anos para cá eu estou mais nesse universo da música e está sendo muito bom, porque são coisas que eu gosto de fazer, estar no palco principalmente. Desde 2011, quando fiz ‘Outside’, espetáculo baseado em canções do David Bowie, eu não parei mais de fazer aulas de canto. Agora, posso usar tudo o que venho aprendendo”, explicou.

Também em cartaz no papel de Dorotéia, uma prostituta arrependida que pede abrigo às primas, a atriz comemorou a possibilidade de trabalhar com texto de Nelson Rodrigues e afirmou que a peça trabalha a questão do mito da beleza. “A peça fala da nossa aceitação da condição material, da nossa condição humana. Não é só a história da prostituta, das primas feias, é muito além. É uma condição humana mesmo”.

A atriz participou também do musical “Edypop”, uma releitura pop de Édipo Rei, clássica tragédia de Sófocles, mas com um viés mais social e menos familiar. Segundo ela, a peça faz uma crítica à sociedade e ao clima político e social do Brasil.

“Edypop conta o mito de Édipo, mas com uma analogia ao John Lennon, por ser o mais edipiano dos líderes do pop. A peça fala muito sobre a nossa sociedade, mas com certo humor sarcástico e faz uma crítica ao que estamos vivendo no momento. Mais do que nunca Edypop está em voga, por conta dessas prisões todas que estão acontecendo no Rio de Janeiro”, contou.

Não deveria se chamar

A atriz estreia neste domingo (27), às 19h, no Teatro Lulu Benencase em Americana, o musical “Não deveria se chamar”, ao lado da cantora Calu Ricardo. O projeto mistura leitura de cartas de amor com um repertório de músicas brasileiras da nova geração da Música Popular Brasileira (MPB).

“O nome veio de uma música do Moska e justamente fala desse amor que é tão grande dentro da gente que não deveria se chamar amor, porque é uma coisa tão incomensurável, é uma luz tão grande.
Letícia Spiller, atriz

Segundo Letícia, o nome do show surgiu a partir de uma música do compositor Moska, que foi escrita quando o filho dele nasceu, e o objetivo do musical é retratar o amor incondicional que as pessoas sentem.

“O nome veio de uma música do Moska escrita quando o filho dele nasceu. E o show fala desse amor que é tão grande dentro da gente que não deveria se chamar amor, porque é uma coisa tão incomensurável, é uma luz tão grande, que não impõe condições”, ressaltou.

Letícia Spiller ao lado da cantora Caru Ricardo no show Não Deveria se Chamar (Foto: Frederic Jean Laouenan e Evelin Santos)Letícia ao lado de Caru Ricardo em ‘Não Deveria se Chamar’ (Foto: Frederic Jean Laouenan e Evelin Santos)

 

Trabalho em Família

No ar na novela “Sol Nascente”, Letícia faz par romântico com o ex-marido, Marcello Novaes. A atriz contou que os dois são bons amigos e não sente dificuldade nenhuma em trabalhar com ele. “Está sendo ótimo, porque é uma parceira de muitos anos. Ele é um amigo, companheiro, então é divertido estar com ele, até porque ele é uma pessoa super querida no trabalho e um excelente ator. Então a gente está trocando uma bola ótima”, disse.

O filho do casal, Pedro, de 19 anos, fez uma pequena participação na novela. Segundo a atriz, o jovem está feliz com a participação dos pais na mesma novela. Questionada sobre a posição do público diante do casal protagonizado por eles, Letícia afirma não achar invasiva e relembra a novela “Quatro Por Quatro”.

É natural as pessoas quererem ver a gente trabalhar juntos e por toda a nossa história de vida, também, temos um filho juntos.
Letícia Spiller, atriz

“Eu não acho invasivo. Rai e Babalu foi um grande sucesso da novela Quatro por Quatro. Essa novela reprisou várias vezes, é uma novela leve, engraçada, com popularidade, então é natural as pessoas quererem ver a gente trabalhar juntos e por toda a nossa história de vida, também, temos um filho juntos”, explicou.

Futuro

Desde o nascimento da filha de cinco anos, Letícia vive uma rotina intensa. Segundo a atriz, antes de dar uma pausa nos trabalhos, ela pretende fazer mais uma novela. “Talvez eu ainda faça uma novela das 11h antes de dar uma paradinha, mas eu pretendo continuar com projetos musicais e também com a peça Dorotéia no ano que vem”, afirmu.

*Colaborou sob a supervisão de Marcello Carvalho

Letícia Spiller estreia ao lado de Caru Ricardo o show Não Deveria se Chamar (Foto: Frederic Jean Laouenan e Evelin Santos)Letícia estrela musical em Americana com Caru Ricardo (Foto: Frederic Jean Laouenan e Evelin Santos)

 

 

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