‘Moana’ é uma princesa ‘diferente’, dizem diretores do filme da Disney

Cena de 'Moana', nova animação da Disney, que estreia no Brasil em janeiro de 2017 (Foto: Divulgação/Disney)Cena de ‘Moana’, nova animação da Disney, que estreia no Brasil em janeiro de 2017 (Foto: Divulgação/Disney)

Independente, apaixonada e valente. A princesa da Disney se reinventa em “Moana”, a história de uma jovem polinésia que embarca em uma viagem pelo Pacífico para mudar o destino de seu povo. O filme estreia em 5 de janeiro no Brasil.

Os diretores e roteiristas, John Musker e Ron Clements, parceria criativa da Disney responsável por títulos como “A Pequena Sereia”, “Alladin” e “Hércules”, disseram nesta quarta-feira à Agência Efe que trata-se de um personagem “diferente” de todos os outros.

“Nunca tratamos de incluir uma história de amor, ela é uma heroína em um filme de aventura, uma jovem que realiza uma viagem para salvar seu povo e que para isso tem que passar por cima de seus medos e superar diversos obstáculos”, disse Clements.

Auli’i Cravalho, de 14 anos, que vai dublar Moana, a nova princesa da Disney (Foto: Divulgação/Disney)Auli’i Cravalho, de 14 anos, que dubla Moana,

a nova princesa da Disney (Foto: Divulgação)

Assim, Moana, a filha do líder de sua aldeia, aprende a navegar, a sobreviver no oceano, a enfrentar perigosos piratas e terríveis monstros marítimos. Seu companheiro de viagem, Maui, um semi-deus que também não se abate facilmente.

“Maui é um personagem real da mitologia das ilhas”, explicou Musker, “e quase tudo o que contamos dele faz parte de sua lenda: a magia de suas tatuagens, sua capacidade para adotar formas de diferentes animais, um personagem ideal e muito rico para a animação”.

A história se desenvolve nas ilhas do Pacífico Sul, um terreno novo para Disney e se serve de suas tradições e costumes. Para isso a equipe fez uma viagem de três semanas que a levou desde as ilhas Fiji a Samoa, Taiti e Nova Zelândia. “Não foi uma viagem turística, mas de pesquisa”, disse Musker. “Falamos com a população, com pescadores, navegantes, e aprendemos de primeira mão aspectos de seus costumes, seu passado como navegantes, sua estreita relação com o oceano, sua conexão com os ancestrais, a importância da família”, enumerou.

A história arranca com Moana apenas um bebê, quando já sente o forte chamado do mar, mas se desenvolve a seus 16 anos, quando tem que investigar o que há por trás dessa voz, o que a leva a descobrir o passado de seu povo.

Embora transcorra há 2 mil anos, o roteiro se movimenta entre a tradição e a modernidade e, além da mensagem de igualdade de gênero -que valeu uma qualificação especial por parte do ICAA-, contém uma chamada de proteção do meio ambiente.

“Essa mensagem procede da pesquisa que fizemos no terreno” , diz Clements. “As pessoas da ilha se preocupam muito, são mais sensíveis a estes temas porque enfrentam isso em seu dia a dia, por seu modo de vida. Para eles é crucial o respeito da natureza e em particular ao oceano”.

Osnat Shurer, produtora do filme, ressaltou a importância de ter uma heroína. “É interessante o equilíbrio do personagem entre compaixão, empatia e inteligência emocional por um lado, e coragem e determinação por outro”, assegurou. “Representamos a metade da população, e é importante que os filmes nos representem”.

Segundo Shurer, que foi produtora executiva da série de curtas da Pixar e trabalhou no cinema com diretores como Antonioni e Alfonso Cuarón, a produção de “Moana” teve que enfrentar desafios particularmente difíceis do ponto de vista técnico.

“85% da história se desenvolve no mar, e isso é difícil, também a animação do cabelo comprido encaracolado e molhado, o movimento dos músculos de Maui -cheios de tatuagens – e a combinação de técnicas tradicionais e modernas”, citou a produtora.

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