Heróis de novo ‘Star Wars’ são de carne e osso, diz Diego Luna

Os atore sDiego Luna e Felicity Jones e o diretor Gareth Edwards em entrevista coletiva sobre 'Rogue One: Uma história Star Wars' (Foto: Bruno Araujo / G1 )Atores Diego Luna e Felicity Jones e diretor Gareth

Edwards em entrevista coletiva sobre ‘Rogue One:

Uma história de Star Wars’; (Foto: Bruno Araujo/G1 )

“Rogue One: Uma história Star Wars”, primeiro filme da série que se passa fora das trilogias, coloca o “Guerra” em Guerra nas Estrelas. E para atingir essa visão, o diretor Gareth Edwards chegou a “photoshoppar” stormtroopers e soldados rebeldes em fotos da Guerra do Vietnã, do Pacífico Sul (na Segunda Guerra Mundial) e até em conflitos no Oriente Médio.

“Foi um experimento muito interessante e o resultado ficou muito real e atraente. Apresentamos isso para Kathleen Kennedy (produtora de ‘Star Wars’) e ela ficou muito empolgada”, disse Edwards em coletiva de imprensa nesta terça-feira (22) na Cidade do México.

“George Lucas começou com tudo isso. Suas inspirações para vários trajes e armas vieram da Segunda Guerra. Quando fomos ao arquivo das Lucas Films, vimos armas muito antigas, que pareciam da Segunda Guerra, mas foram usadas praticamente inalteradas nos filmes por falta de dinheiro. Foi uma lição muito importante. Fazer ‘Star Wars’ não é pensar em ficção científica e em tudo futurístico. É muito mais um evento histórico, se inspirar nas imagens do passado”, completou o diretor.

Carne e osso

O foco na guerra é natural. “Rogue One” acontece entre os episódios III e IV da saga, momento em que os cavaleiros jedis estavam praticamente extintos e ainda não havia a esperança depositada em Luke Skywalker. Restava aos rebeldes comuns travar a resistência ao crescente domínio do Império Galático e, no caso da trama do filme, roubar os planos para destruir a superarma chamada Estrela da Morte.

O time encarregado da missão suicida é diversificado, formado por personagens de várias origens e tipos, e todos “gente como a gente”.

“O que é mais importante para mim é que ‘Star Wars’ estabelece um paralelo com o mundo em que vivemos hoje”, diz o ator mexicano Diego Luna, que no filme vive o capitão rebelde Cassian Andor.

“E o filme manda uma mensagem muito clara. Os heróis são de carne e osso, são como nós. Pessoas que entendem que trabalhando em equipe são capazes de fazer coisas incríveis. É uma mensagem pertinente não só para os Estados Unidos (em referência ao preconceito com latinos), mas para o mundo todo”, completou Luna.

Esse apelo histórico está em toda parte de “Rogue One”. Enquanto os combates aéreos no novo planeta de Sarif podem ser confundidos com uma cena de “Apocalipse Now” (1979), uma missão de Jyn Erso (Felicity Jones) e Cassian Andor parece acontecer em plena Faluja, num confronto de guerrilha que poderia muito bem ser encenado em uma produção sobre a Guerra do Iraque.

“Em todas as reuniões ouvíamos ‘mas como isso [‘Rogue One’] é diferente do resto da saga?’. Fomos incentivados a ser assim. E foi um processo lento. Mas o filme se chama ‘Star WARS’, então você é encorajado a seguir esse caminho”, afirmou Edwards.

“Rogue One: Uma história Star Wars” estreia em 16 de dezembro.

Diego Luna e Felicity Jones em cena de 'Rogue One: A Star Wars Story' (Foto: Divulgação)Diego Luna e Felicity Jones em cena de ‘Rogue One: A Star Wars Story’ (Foto: Divulgação)

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