DF tem Guns, Fernando & Sorocaba, consciência negra e viola; veja agenda

No fim de semana em que se comemora o “Dia da Consciência Negra”, o Distrito Federal tem uma série de eventos que abordam o tema. Entre os destaques estão a festa “Favela Sounds”, com Araketu, MC Carol, BaianaSystem e DJ Ketchup, show especial com Ellen Oléria, Paula Lima e Lazzo Matumbi na Prainha, e “Circuito Repique de Tambor”, com Olodum, Ilê Aiyê e BNegão na Caixa Cultural.

saiba mais

Outro evento de peso que acontece na capital é a apresentação da banda Guns N’ Roses no Mané Garrincha, no domingo. Esta será a primeira vez em que Brasília vai receber um show do grupo com Axl Rose, Duff e Slash na formação. O evento começa às 20h e tem abertura da Plebe Rude.

Fãs da viola e de música sertaneja têm diversas opções de diversão até domingo. Entre os artistas que se apresentam no DF estão a dupla Fernando & Sorocaba, o “16º Encontro de Violeiros e Violeiras do DF”, o show “Viola de Ouro”, com Almir Sater e Renato Teixeira, e apresentações das duplas Wilian & Marlon e Heverton & Heverson.

Consciência Negra

A Prainha dos Orixás, ao lado da Ponte Honestino Guimarães, em Brasília, se transforma em palco para celebrar o “Dia da Consciência Negra” neste domingo. No palco, Ellen Oléria, Paula Lima e Lazzo Matumbi fazem shows gratuitos a partir das 21h.

O evento é organizado pela Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno e oferece também feira de produtos afro-brasileiros no local, com roupas, instrumentos e acessórios à venda, a partir das 14h.

Ellen Oléria se apresenta na Caixa Cultural, em Salvador, Bahia (Foto: Diego Bresani / Divulgação)A cantora Ellen Oléria (Foto: Diego Bresani/Divulgação)

A entidade também vai prestar uma homenagem a cem terreiros de umbanda do DF. O objetivo é aproximar a religião de matriz africana e combater a intolerância religiosa. A organização espera um público de pelo menos 500 pessoas.

O Museu Nacional da República recebe nesta sexta e sábado (18 e 19) a última etapa do “Favela Sounds”, primeiro festival de cultura de periferia do país. O “baile” acontece a partir das 18h nas duas datas e tem atrações como MC Carol, BaianaSystem, Araketu e o angolano DJ Ketchup.

baianasystem (Foto: Divulgação)Banda Baianasystem (Foto: Divulgação)

A programação musical tem também grupos do DF, Gang do Eletro, Rincón Sapiência, ÀTTØØXXÁ, DJ Waldo Squash, Cidinho e Doca e DJ Byano/Baile da Chatuba. A entrada é franca, mas é preciso imprimir um voucher disponível na internet.

O festival propõe um debate sobre a cultura da periferia urbana. O evento teve início na segunda e teve eventos no Plano Piloto, em Mestre d’Armas, Samambaia, São Sebastião e Ceilândia. A primeira etapa recebeu o nome de “ralação” e foi voltada para oficinas profissionalizantes.

Apresentação do Ilê Aiyê, atração do Circuito Repique de Tambores, na Caixa Cultural, em Brasília (Foto: Alberto Lima/Divulgação)Ilê Aiyê, atração na Caixa Cultural de Brasília

Foto: Alberto Lima/Divulgação)

A ideia da organização foi promover um intercâmbio de experiências, reunindo alunos que já dialogam com os temas propostos e apresentando a eles outras abordagens dentro daquela linguagem artística. Foram oficinas de música, moda, grafite e dança.

Em comemoração pela Semana da Consciência Negra em Brasília, a Caixa Cultural recebe entre até domingo o “Circuito Repique de Tambor”. O evento tem oficinas de percussão e shows com nomes como Ilê Aiyê e BNegão. Os ingressos para as apresentações musicais custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Durante a programação, grupos percussivos trazem convidados. O Olodum abriu o evento. Há artistas do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. As oficinas acontecem sempre das 10h às 13h. Os shows ocorrem às 20h, de quinta a sábado, e às 19h, no domingo.

DJ Craze, atração da festa Makossa Baile Black (Foto: Ian O'Connor/Divulgação)DJ Craze, atração da festa Makossa Baile Black

(Foto: Ian O’Connor/Divulgação)

A Makossa Baile Black traz para o Espaço Floresta da Galeria dos Estados a festa “Makossa Arte Black”. O evento acontece no sábado, véspera do Dia da Consciência Negra, a partir das 21h, e oferece apresentações com as “possibilidades dançantes da música negra universal” – r&b, soul, funk, hip hop, flashback, bass e disco, entre outras.

Entre os destaques estão o DJ Craze, DJ Hum e o DJ A, campeão nacional do Red Bull Thre3Style. Os DJs residentes Jamaika, Chicco Aquino, Chokolaty e LM também participam. R3brkz, Jr Killa, Mak, Ocimar, Kefing e King.

DJ Craze é o único campeão mundial três vezes consecutivas do DMC World Championships, o mais respeitado campeonato de DJs do mundo. Ele também foi nomeado como o “o melhor DJ da América” pela Time Magazine.

O evento também tem uma exposição com fotos de Paula Carrubba, que pode ser vista na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, no Conic. Fotógrafa oficial do baile, ela disponibiliza as imagens para visitação gratuita até o dia 26.

Música

Um dos maiores fenômenos do rock nos anos 1990, o Guns N’ Roses vem a Brasília para tocar pela primeira vez com Axl Rose, Duff e Slash na formação. O grupo sobe ao palco do Mané Garrincha no domingo. O evento começa às 20h e tem a Plebe Rude na abertura.

Axl Rose exibe bandeira do Brasil (Foto: Katarina Benzova/Divulgação )Axl Rose exibe bandeira do Brasil (Foto: Katarina Benzova/Divulgação )

A turnê marca o retorno do guitarrista Slash e do baixista Duff à banda após mais de duas décadas. O anúncio da volta havia acontecido em janeiro, quando foi confirmado em redes sociais que eles iriam dividir o palco no festival Coachella, na Califórnia, entre 16 e 23 abril.

A nova formação fez a primeira apresentação, um show surpresa, no dia 1º de abril, em Los Angeles, cidade onde o Guns foi criado em 1985, da união entre integrantes do LA Guns e do Hollywood Roses.

A volta aconteceu na casa de shows Troubadour e teve um público de aproximadamente 500 pessoas. “It’s so easy” foi a primeira música tocada pela nova formação.

Show da banda de rock Plebe Rude no Palco Rio Branco da Virada Cultural (Foto: Cauê Muraro/G1)Plebe Rude, que abre o show do Guns N’ Roses no Mané Garrincha, em Brasília (Foto: Cauê Muraro/G1)

Completam o time atual o tecladista Dizzy Reed, que se apresentou com o Guns pela primeira vez no primeiro show da banda no Rock in Rio 2, em 20 de janeiro de 1991, o guitarrista Richard Fortus, que entrou em 2002, e o baterista Frank Ferrer, no grupo desde 2006.

No show de Brasília, a banda deve tocar alguns dos principais hits da carreira, como “Sweet child o’mine”, “Paradise city”, Welcome to the jungle”, “Patience”, “November rain”, “Mr. Brownstone”, “You could be mine”, “Don’t cry”, “Rocket queen” e “Nightrain”, entre outros.

A turnê também traz os músicos tocando covers gravados em discos da banda, como “Knocking on heaven’s door”, de Bob Dylan, e “Live and let die”, de Paul McCartney, canções do mais recente álbum de estúdio, “Chinese democracy”, como “Better”, “Sorry” e a faixa-título, e outros covers.

MC Livinho não comparece em show e produtora de evento pede ressarcimento de valor pago a cantor (Foto: Reprodução/Facebook)MC Livinho (Foto: Facebook/Reprodução)

Em shows recentes, eles têm executado músicas como “The seeker”, do The Who, “New Rose”, do The Damned (gravada pela banda em “Spaghetti incident?”), e “Wsh you were here”, do Pink Floyd.

No CTJ Hall da Casa Thomas Jefferson, a atração desta sexta é o Trio Apassionata, formado por Lydia Chernicoff (violino), Andrea Casarrubios (violoncelo) e Ronaldo Rolim (piano).

Formado pelo conceituado Peabody Conservatory, nos Estados Unidos, o grupo gravou o primeiro álbum, “Gone into night all the eyes”, com repertório de compositores norte-americanos. O recital que começa às 20h tem peças de Beethoven, Dvórak e Fernandez.

Na sexta, o mesmo Mané Garrincha recebe a festa “Baile do Poderoso”. No palco, as atrações são MC Livinho e Tropa do R7.

A dupla Ênio Lima e Gustavo Neto, atração do Encontro de Violeiros do DF (Foto: TV Globo/Reprodução)A dupla Ênio Lima e Gustavo Neto, atração do

Encontro de Violeiros (Foto: TV Globo/Reprodução)

MC Livinho é o nome artístico de Oliver Decesary Santos. Paulistano de 21 anos, ele é conhecido como cantor de “funk ousadia”, que mistura humor com erotismo e ostentação. Entre os sucessos dele, estão “Tudo de bom” e “Cheia de marra”, campeões de views nas redes sociais.

A Casa do Cantador, em Ceilândia, recebe de quinta a domingo a 16ª edição do “Encontro de Violeiros e Violeiras do Distrito Federal”. O evento tem shows, oficinas, exposição, debates e artistas da capital, de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Paraná. A entrada é franca.

A dupla que abre o evento é composta pelos goianos André e Andrade, que completam 40 anos de carreira. Outros destaques são Zé Mulato e Cassiano, as paulistas Juliana Andrade e Jucimara e a violeira Karen Parreira, de Ceilândia.

'As Mina Pira', de Fernando & Sorocaba, levantou o público na arena de Barretos, SP (Foto: Mateus Rigola/G1)A dupla Fernando & Sorocaba, que se apresenta na Bamboa nesta sexta (Foto: Mateus Rigola/G1)

O encontro foi criado em 2001, em Brazlândia, e desde 2013 foi incorporado ao calendário oficial de eventos do DF. A partir deste ano, o programa passa a ser itinerante.

A dupla Fernando & Sorocaba apresenta seu repertório de sertanejo romântico nesta sexta-feira na Bamboa. O evento começa às 22h e tem a abertura de Henrique e Ruan.

O show tem sucessos como “Anjo de cabelos longos”, “Gaveta”, “Madri”, “Teus segredos”, “Deixa falar”, “Veneno”, “Da cor do pecado”, “É tenso”, “As mina pira”, “Bobeia pra ver” e “Dia dez”. Outra canção é a atual música de trabalho, “Casa branca”.

No sábado, a dupla Willian & Marlon comemora quatro anos de carreira com show na Bamboa. A festa começa às 22h e tem o cantor André Araújo e o DJ Gusttavo Carvalho como outras atrações.

A dupla Willian & Marlon, atração na Bamboa, em Brasília, nesta sexta (22) (Foto: Rayan Ribeiro/Divulgação)A dupla Willian & Marlon, que completam quatro anos de carreira em festa na Bamboa, em Brasília (Foto: Rayan Ribeiro/Divulgação)

Willian & Marlon mostram repertório que mistura o swing baiano com o sertanejo. Os cantores apresentam a nova música de trabalho, “Mil vezes pior”, e sucessos como “Quando eu te pegar”, “Fica aí então”, “Largou o namorado”, “Vai descendo” e “E era eu”.

No sábado, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães recebe o projeto “Viola de Ouro”, com shows de Renato Teixeira e Almir Sater. O projeto busca promover a música regional brasileira com apresentações de artistas com representatividade cultural, mas afastados das mídias especializadas e do circuito comercial das grandes distribuidoras nacionais. A apresentação começa às 21h.

Almir Sater e Renato Teixeira (Foto: Divulgação/Facebook/Página da artista (Almir Sater))Almir Sater e Renato Teixeira (Foto: Página de Almir

Sater no Facebook/Divulgação)

Desde que lançaram o CD “D de destino”, no fim do ano passado, Sater e Teixeira têm se apresentado juntos em festivais de música sertaneja. O repertório inclui músicas como “Tocando em frente”, “Romaria”, “Amanheceu peguei a viola”, “Comitiva esperança”, “Vide vida marvada”, “Trem do pantanal” e “Chalana”.

A banda inclui ainda dois filhos de Renato, Chico Teixeira no violão de doze cordas e João Lavraz no baixo, Completam o grupo o baterista Dudu Portes (que já tocou com Elis Regina) e Márcio Werneck (na flauta e clarineta).

A dupla Heverton & Heverson é a atração deste sábado no “Sábado na Fazenda”, no Carro de Boi, no Boqueirão, no Paranoá. A festa também tem animação do DF Carlin. Mulheres entram de graça até as 23h, com nome na lista. Homens pagam R$ 10 até o horário. Com quatro anos de estrada e um CD gravado, os irmãos são acompanhados pelos integrantes da Banda Galaxy.

O vocalista da banda Tihuana, Egypcio, encara o o vocal da Urbana Legion (Foto: Érico Andrade/G1)O cantor Egypcio (Foto: Érico Andrade/G1)

Outra atração deste fim de semana é o cantor Egypcio, vocalista do Tihuana. Ele se apresenta no Skina Hall, no Núcleo Bandeirante, em evento que começa às 22h. No repertório, músicas de bandas de rock nacionais, como Tihuana, Raimundos, Legião Urbana, Charlie Brown Jr. O cantor sobe ao palco acompnhado de Lucas Bernardo (bateria), Luiz Costa (baixo) e Felipe Soares (Guitarra).

Teatro

O Teatro dos Bancários recebe neste sábado e domingo o espetáculo “Viajantes do tempo – A história como ela não é”, da Cia de Comédia Setebelos. A trama mostra a história de um jeito que os professores não contam. Durante a peça, os atores abordam eventos do Descobrimento do Brasil ao Japão Feudal, de Esparta ao Velho Oeste norte-americano.

“Colocamos nossas ideias em um liquidificador, adicionamos gelo e ligamos no 220 volts. A mistura é deliciosa e etílica como caipirinha de piadas”, diz a companhia. Um vilão entra em uma máquina do tempo e acaba perseguido por membros da Agência Brasileira de Viagens no Tempo.

Whindersson Nunes apresenta Stand Up em Ariquemes, RO (Foto: Divulgação)O humorista Whindersson Nunes (Foto: Divulgação)

Um dos maiores sucessos do momento no YouTube, o piauiense Whindersson Nunes traz seu show “Marminino!” ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães neste sábado. Com vídeos caseiros que já renderam 200 milhões de visualizações em mais de 200 vídeos, ele conta de um jeito irreverente e descolado histórias do cotidiano e fala sobre temas como namoro, escola, bullying e família.

O espetáculo mistura canções de sucesso na internet como “Tão linda” e “Música sem nome”, com esquetes de stand up comedy. Durante o show, o youtuber fala sobre a infância, aborda conflitos com a mãe de forma hilária e os medos de um menino do interior ganhando a liberdade. Ele também faz referência aos grandes humoristas do Norte e Nordeste.

Imagem da peça Duas gotas de lágrimas no frasco de perfume, em cartaz no CCBB de Brasília até 20 de novembro (Foto: Sartoryi Sartoryi/Divulgação)Imagem da peça “Duas gotas de lágrimas no frasco de perfume”, em cartaz no CCBB de Brasília até 20 de novembro (Foto: Sartoryi Sartoryi/Divulgação)

“Duas gotas de lágrimas no frasco de perfume” fica em cartaz no Teatro 2 do CCBB até o próximo domingo. A produção do núcleo de criação Criaturas Alaranjadas Cia de Teatro pode ser vista às 19h.

O poeta e dramaturgo William Shakespeare (Foto: Reprodução)O poeta e dramaturgo William Shakespeare

(Foto: Reprodução)

A peça trata de um dos períodos mais marcantes da história do Brasil, durante a ditadura militar. A trama fala de pessoas com uma característica em comum: são próximas de militantes políticos que desaparecem.

Em comemoração pelos 400 anos de morte do William Shakespeare, personagens do dramaturgo inglês estão no espestáculo “Sonhos de Shakespeare”, em cartaz de sexta a domingo, até 4 de dezembro no Teatro Goldoni. A peça é apresentada em formato de instalação imersiva.

Em ambiente de vigília, atores e músicos celebram personagens e obras como Hamlet, Macbeth, Otelo, Romeu e Julieta, sonho de uma noite de verão, a megera domada e o mercador de Veneza para atravessar obscuros labirintos, desnudar paixões, iluminar desejos, escutar os grandes fantasmas e anseios que perseguem o homem desde sempre.

Exposições

“Mais brasileira das histórias em quadrinhos”, a Turma do Pererê é tema de exposição na Caixa Cultural de Brasília até 27 de novembro. Para o criador, Ziraldo, a obra é mais do que uma diversão para crianças. “A gente queria passar o recado, com um personagem nacionalista, com muita história, nossa resposta ao capitalista, contra o imperialismo”, diz o cartunista.

O cartunista Ziraldo desenha o Pererê, um de seus principais personagens, que é tema de exposição na Caixa Cultural de Brasília (Foto: Flavio Silva/Divulgação)O cartunista Ziraldo desenha o Pererê, um de seus principais personagens, que é tema de exposição na Caixa Cultural de Brasília (Foto: Flavio Silva/Divulgação)

A mostra “Pererê do Brasil” pode ser vista gratuitamente de terça a domingo, das 9h às 21h. São 43 capas da revista Pererê, publicada em “O Cruzeiro”, entre 1960 e 1964, e as 10 capas da revista “A Turma do Pererê”, em circulação entre 1975 e1976.

Para Ziraldo, o Pererê foi um personagem que refletiu um pouco do espírito dos anos 1960, um período rico para a cultura no Brasil e no mundo. “Os anos 1960 foram fantásticos, foi o começo do meio do século”, declara.

A Turma do Pererê representa o folclore brasileiro com um saci (Foto: Divulgação)A Turma do Pererê representa o folclore brasileiro com um saci (Foto: Reprodução)

Um dos destaques da exposição na Caixa é a capa da edição de maio de 1964, que seria lançada caso a publicação fosse adiante. “Nessa exposição tem a capa de maio pronta. Só não tem a história.

As capas eram feitas com mais antecedência. Eu me lembro disso como uma coisa muito boa. Era divertido, toda essa nossa utopia. Depois a gente foi preso, mas aí já era o Pasquim”, diz Ziraldo aos risos.

A Turma do Pererê surgiu na década de 1960 (Foto: Divulgação)A Turma do Pererê (Foto: Reprodução)

Todas as obras da mostra foram restauradas e ampliadas. O público também pode ver revistas originais em vitrines protegidas por vidros. Outras peças, como pranchas com desenhos, também originais, livros, cartilhas e outros produtos e mídias com a Turma do Pererê também estão no evento.

Outra atração é a mostra “Los carpinteros”, com obras em madeira feitas a partir de material jogado no lixo, de sucatas. A exposição está em cartaz até 15 de janeiro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), e a entrada é franca.

A obra é um processo vivo que está em constante transformação. Segundo os organizadores, os artistas falam de seus “múltiplos entornos” e cada vez mais a viagem do objeto à sua condição fetichista de sujeito que se auto-transforma ganha as mais diversas facetas.

“O trabalho agora não mais se reduz ao objeto transformado pela prática artística, se espalha cada vez mais ao campo do comportamento e das múltiplas funções cotidianas (e transcendentes) encerradas em cada proposta artística.”

Deixe uma resposta