‘Mostra de Dança XYZ’ no DF oferece shows e exposição a partir de sexta

Espetáculo "De carne e concreto – Uma instalação coreográfica", atração da IV Mostra de Dança XYZ, de Brasília (Foto: Reprodução)Espetáculo “De carne e concreto – Uma instalação coreográfica”, atração da IV Mostra de Dança XYZ, de Brasília (Foto: Reprodução)

Começa nesta sexta-feira (19) a quarta edição da Mostra de Dança XYZ. O evento oferece espetáculos, intervenções, performances e exposição, até 28 de fevereiro, na galeria Athos Bulcão do anexo do Teatro Nacional, em Brasília, e em diferentes espaços urbanos da capital.

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A programação prevê também o lançamento de um site do festival, idealizada pelo produtor cultural Marconi Valadares e que tem a proposta de apresentar “a grande amplitude do conceito de dança que existe dentro do rótulo ‘dança contemporânea’”.

Outras atrações são workshops, seminário e residências com espaço para dançarinos, artistas de outras linguagens e público em geral. São nove dias de programação, com atrações do DF e de lugares como Teresina, Rio de Janeiro, Goiânia, Belo Horizonte e Maceió.

A abertura acontece nesta sexta, às 21h, com a exposição “De carne e concreto – Uma instalação coreográfica“, da Anti Status Quo Companhia de Dança (DF). O evento inclui uma performance criada especialmente para o evento pela coreógrafa Luciana Lara. O dia marca também o lançamento do site interativo que permite uma visita virtual da mostra.

O festival foi criado em 2006 com o objetivo de fomentar o mercado de dança de Brasília, valorizando e investindo na produção local, “criando espaços de difusão dos trabalhos de dança contemporânea e promovendo a troca de ideias e de conhecimentos entre companhias e artistas convidados de outros estados do Brasil e a comunidade artística brasiliense”.

Segundo os organizadores, o nome “Dança XYZ” surgiu a partir da percepção da arte contemporânea como algo imerso “em novos paradigmas, como a quebra do código, a delimitação da não delimitação, a regra da não regra, a construção de novas referências ou a busca da não referência”.

Ao longo de três edições, a mostra já teve participação de companhias e artistas como a Alaya Dança, Anti Status Quo Companhia de Dança, Basirah, Cia Márcia Duarte, Eliana Carneiro e Margaridas, todas do DF, Ary Coelho, Cristina Moura e Andrea Jabor, do Rio de Janeiro, Maura Baiocchi, de São Paulo, e Lakka, Cris Oliveira e Carlos Arão, de Minas Gerais.

Nesta edição, a mostra apresenta trabalhos que demonstram a diversidade da dança contemporânea, com números mais performáticos. “Essa aproximação da dança com a performance se dá em vários níveis, para além da diluição das fronteiras entre as linguagens artísticas e o não enquadramento em categorizações fixas, ligadas ao conceito de performance”, afirma Valadares. “Está longe, também, de certo hermetismo atribuído a tudo aquilo que foge do sistema de representação, tão disseminado e aceito pela cultura de massa e do entretenimento”.

Segundo a produção, metade da mostra acontece na galeria Athos Bulcão. O restante é realizado em ruas do Setor Comercial Sul, Setor Bancário Sul, passarela entre o Conic e o Conjunto Nacional e parques de Brasília.

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