Sábado tem duas estreias e sete peças no Cena Contemporânea, no DF

Montagem com imagens da peça "Nó na garganta", em cartaz no Cena Contemporânea, no DF (Foto: Alexandre Fortes/Divulgação)Montagem com imagens da peça “Nó na garganta”, em cartaz no Cena Contemporânea, em Brasília

(Foto: Alexandre Fortes/Divulgação)

A 16ª edição do Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília continua neste sábado (29) com sete peças em cartaz, sendo duas estreias: “Nó na garganta”, da Estupenda Trupe, e “Punaré e Baraúna”, da Agrupação Teatral Amacaca, ambas produções do Distrito Federal.

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As outras peças em cartaz neste sábado são “Albert Herring”, no teatro Levino de Alcântara, na Escola de Música de Brasília, às 20h; “Hamlet – Processo de revelação”, no Teatro da Caixa, às 17h e às 21h; “Capivara”, no Sesc Garagem, às 21h; “Los cuerpos”, no Teatro Goldoni, às 19h; e “En contra #experimento1”, que acontece em local secreto, com saída no Museu da República, às 19h. A programação completa do festival pode ser vista na página do Cena Contemporânea na internet.

Estreias

No Teatro Sesc Paulo Gracindo, no Gama, a Estupenda Trupe apresenta “Nó na garganta”, com direção de Tiago Nery, às 20h. O espetáculo tem como tema principal o bullying, com enfoque na violência física e verbal vivenciada na escola. Depoimentos reais mostram o quanto agressões do tipo deixam sequelas graves.

Cena de "Punare e Baraúna", atração do Cena Contemporânea, em Brasília (Foto: Bernardo Rebello/Divulgação)Cena de “Punare e Baraúna”, atração do Cena Contemporânea, em Brasília

(Foto: Bernardo Rebello/Divulgação)

A Agrupação Teatral Amacaca se inspirou no livro “Cansaço – a longa estação”, do autor paulista Luiz Bernardo Pericás, para a construção de “Punaré e Baraúna”. A montagem é “cantada” às 21h, no Teatro Plínio Marcos. São 11 músicas originais em enredo de 80 minutos.

O grupo experimentou o imaginário dos sertões brasileiros para encontrar o tempo e o espaço das histórias de Punaré e Baraúna, filhos da escassez e do isolamento do sertão que o livro de Pericás remonta.

Cena de "Hamlet - Processo de revelação", em cartaz no Cena Contemporânea, em Brasília (Foto: Divulgação)Cena de “Hamlet – Processo de revelação”,

(Foto: Divulgação)

Outras peças

No teatro Levino de Alcântara, na EMB, a atração é o espetáculo Albert Herring, em sessão com entrada franca, às 20h. A peça encenada pela Casa da Cultura Brasília vai passar por outras unidades do Sesc e pelo teatro da Escola de Música de Brasília durante o festival.

A ação se passa na pequena cidade fictícia de Loxford, na Inglaterra. Os notáveis querem escolher a rainha da primavera, mas não há moça pura no local. Por isso eles decidem nomear um Rei de Maio: Albert Herring, um rapaz virtuoso que trabalha para a mãe e que nunca teve uma conduta imoral, o que causa alvoroço no vilarejo.

O Coletivo Irmãos Guimarães e o ator Emanuel Aragão, da Cia das Inutilezas (RJ) apresentam uma versão para Hamlet, de William Shakespeare. Um único ator tenta reconstruir a narrativa do texto em diálogo direto com a plateia, utilizando recursos da “performance art”. A peça “Hamlet – Processo de revelação” é encenada às 17h e às 21h, no Teatro da Caixa.

Atores da peça "En contra", atração do Cena Contemporânea, em Brasília (Foto: Fernando Santana/Divulgação)Atores da peça “En contra”, atração do Cena Contemporânea, em Brasília

(Foto: Fernando Santana/Divulgação)

A coreógrafa, dramaturga, dançarina e mímica Lina do Carmo faz espetáculo solo no Teatro Sesc Garagem, na Asa Sul, às 21h. Nascida no Piauí e radicada na Alemanha, ela interpreta uma visão da memória mítica das figuras rupestres do Parque Nacional da Serra da Capivara, no estado natal. No local, encontram-se os sinais mais antigos de civilização no continente americano, remontando a um período de mais de 50 mil anos.

A dançarina Lina do Carmo interpreta "Capivaras", atração do Cena Contemporânea, em Brasília (Foto: Divulgação)A dançarina Lina do Carmo interpreta “Capivaras”

(Foto: Divulgação)

“Los cuerpos” traz os dançarinos Federico Fontán e Ramiro Cortez transitando em um espaço despojado. Vencedor da categoria de “Projeto a Desenvolver na Bienal de Arte Jovem de Buenos Aires”, o duo de dança contemporânea apresenta espetáculo que mostra o terrível e o belo, o animal, o caprichoso, a pulsão, a força extrema e o abandono convivendo nos corpos em cena.

“En contra #experimento1” traz sete cenas com um elemento em comum: os reflexos do progresso humano. A peça tem como referência a obra do dramaturgo catalão Esteve Soler e trata das contradições de absurdos no conceito e na experiência do progresso. A montagem é uma parceria do Teatro do Instante com o Teatro O Bando, de Portugal. A obra é “viva”, aberta a ideias e sugestões do público, que participa de um bate-papo após a encenação.

O local de apresentação é secreto. Um ônibus leva os espectadores do Museu Nacional da República até o local do espetáculo, com saída prevista para as 19h. A lotação máxima é de 30 pessoas.

As peças exibidas em Ceilândia, Gama, Taguatinga, Vila Telebrasília e no Jardim Botânico têm entrada franca. Os ingressos no Plano Piloto custam R$ 15 (meia). No Teatro da Caixa, as apresentações custam R$ 10 (meia).

Ao todo, a mostra oferece 27 espetáculos cênicos, sendo nove internacionais, nove de seis estados brasileiros e outros nove produzidos no Distrito Federal. O evento acontece até 30 de agosto.

Apresentação da peça Albert Herrring - Casa Cultura Brasília (Foto: Renata Blanco/ Divulgação)Apresentação da peça “Albert Herring” (Foto: Renata Blanco/ Divulgação)

O festival apresenta produções teatrais de Portugal, Espanha, Polônia, Austrália, Geórgia, Argentina, França e Alemanha. Entre as produções nacionais, há montagens do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Norte, Bahia, Tocantins e DF.

Os programas do festival acontecem no Museu da República, Espaço Funarte, teatros da Caixa, da Escola de Música de Brasília, Goldoni e Dulcina, Espaço Pé Direito da Vila Telebrasília, Espaço Usina, Centro Comunitário Zilda Arns, e unidades do Sesc na Asa Sul, Taguatinga, Ceilândia e Gama.

A edição de 2015 comemora os 20 anos de festival. O primeiro evento aconteceu em 25 de agosto de 1995, por iniciativa do ator, diretor e empreendedor cultural Guilherme Reis. O intuito original era provocar a cena teatral da capital. Nas 15 edições anteriores, o festival recebeu espetáculos de 30 países.

Carlos Malta (Foto: Divulgação)Carlos Malta (Foto: Divulgação)

Mais atrações

O acordeonista Junior Ferreira e o bandolinista Victor Angeleas abrem a segunda noite do Cerrado Jazz Festival neste sábado. Em seguida, o público cofere o Trio Corrente, de São Paulo, ganhador do Grammy Award e do Latin Grammy em 2014, na categoria Melhor Álbum Latin Jazz. O grupo é formado por Fábio Torres, Paulo Paulelli e Edu Ribeiro, que apresentam clássicos do choro e da MPB com repertório autoral.

O guitarrista Pedro Martins, premiado no Montreux Jazz Festival (Foto: Divulgação)O guitarrista Pedro Martins, premiado no Montreux

Jazz Festival (Foto: Divulgação)

Com saxofone e flauta, o compositor, orquestrador, educador e produtor musical Carlos Malta fecha a noite com repertório que inclui afro-sambas de Baden Powel e Vinícius de Moraes e sucessos de Elis Regina. Conhecido como “O Escultor do Vento”, o músico é acompanhado por André Siqueira (guitarra), Augusto Mattoso (baixo) e Di Steffano (bateria).

Vencedor do prêmio de “Melhor Guitarrista Solo” na 49ª edição do Montreux Jazz Festival, na Suíça, Pedro Martins é a primeira atração do domingo. O encerramento do festival fica por conta da cantora Rosa Passos, musicista conceituada no circuito mundial de jazz e reconhecida em países como Espanha, Japão, China e Estados Unidos.

Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília

De 18 a 30 de agosto

Locais:

Teatro Funarte Plínio Marcos

Caixa Cultural

Teatro Goldoni

Teatro Sesc Garagem

Teatro Sesc Paulo Gracindo – Gama

Teatro Sesc Newton Rossi – Ceilândia

Teatro Sesc Paulo Autran – Taguatinga

Espaço Pé Direito – Vila Telebrasília

Museu Nacional

Centro Comunitário Zilda Arns

Preços: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) – todos os teatros do Plano Piloto, exceto o Teatro da Caixa, que é R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Nas outras regiões: entrada franca.

Pontos de venda

Asa Norte


Brasília Shopping – Central de ingresso.

Horário de atendimento: segunda a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 14h às 20h.

Sem taxa de conveniência.

Asa Sul

Red Gold – SRTVS, quadra 701, conjunto D, bloco C, loja 180, Centro Empresarial Brasília, Brasília Design Center – Asa Sul.

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 18h.

Sujeito a taxa de conveniência de 18% sobre o valor do ingresso.

Guará

FNAC: Park Shopping – SAI/SO Área 6580 LUC 149P – Guará.

Horário de atendimento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingo e feriado, das 13h às 19h.

Sujeito a taxa de conveniência de 18% sobre o valor do ingresso.

Taguatinga Norte

Casa do Cowboy: quadra QNA 16, lote 2 – Taguatinga Norte.

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 18h.

Sujeito a taxa de conveniência de 18% sobre o valor do ingresso.

Taguatinga Centro

Império Ink Tatoo: Setor Hoteleiro, projeção E, loja 4 – Taguatinga Centro

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 18h

Sujeito a taxa de conveniência de 18% sobre o valor do ingresso

Formas de pagemento

Em dinheiro ou cartões (Amex, Aura, Credicard, Diners, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron).

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– Sujeito a taxa de conveniência de 18% sobre o valor do ingresso.

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