Após Grammy, Falamansa volta a Brasília e planeja DVD ‘fiel ao estilo’

Grupo Falamansa caracterizado para a capa do disco "Amigo velho" (Foto: Divulgação)Grupo Falamansa caracterizado para a capa do disco “Amigo velho” (Foto: Divulgação)

Já se passaram mais de 15 anos desde que o Falamansa ficou conhecido do grande público, na época em que o “forró universitário” começou a fazer sucesso na grande mídia. A moda passou, mas o grupo continua a fazer sua música e até a receber prêmios. Em 2014, eles levaram o Grammy de “Melhor Álbum de Raiz Brasileiro” pelo álbum “Amigo velho”, trabalho que é apresentado neste sábado (29) em show no Bamboa, em Brasília, em evento que começa às 21h.

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“A gente se manteve fiel ao que sempre mostrou, desde o início. Isso fez com que a moda passasse, mas a pessoa que buscava aquilo manteve contato musical. Ganhar um Grammy Latino só de músicas autorais é reconhecimento e respeito”, afirma o vocalista, violonista e compositor da banda, Ricardo Cruz, o Tato.

Segundo ele, o tipo de som que o grupo procura fazer é o mesmo de 70 anos atrás, mas com elementos novos. Para o músico, o Falamansa é a junção da música de raiz, de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, com elementos até do rock.

A gente se manteve fiel ao que sempre mostrou, desde o início. Isso fez com que a moda passasse, mas a pessoa que buscava aquilo manteve contato musical. Ganhar um Grammy Latino só de músicas autorais é reconhecimento e respeito”
Tato, vocalista e

violonista do Falamansa

“O que eu acredito que foi bacana foi ter somado o coletivo disso tudo. Acho que a junção da gente, de mim, o Alemão e Dezinho, com o Valdir deu essa cara ao nosso som. O Valdir chegou com essa coisa da tradição e a gente com elementos mais modernos.”

O resultado da mistura é a fábrica de sucessos, com hits como “Xote dos milagres”, “Xote da alegria”, “Rindo á toa”, “Oh! chuva”, “Avisa”, “100 anos” e “Amigo velho”. Essa é a base do repertório do show deste sábado e também devem fazer parte de um DVD projetado para 2016.

A exemplo do álbum gravado em 2014, o próximo trabalho deve ser lançado como produção independente apenas com material autoral – para quem não sabe, eles já fizeram versões ao vivo de músicas até mesmo de artistas fora do forró, como “A minha alma”, de O Rappa, e “Sympathy for the devil”, dos Rolling Stones.

O certo é que uma possível música nova no DVD terá o mesmo padrão de letras: mensagens positivas, amizade, alegria e superação, para agradar diversos tipos de público. O cenário deve ter a temática de “Amigo velho”.

Falamansa fará show em Cubatão, na Baixada Santista (Foto: Divulgação)Dezinho, Alemão, Tato e Valdir, do Falamansa (Foto: Divulgação)

“Quando eu chego para a pré-produção de um disco, eu vou com canções que tem esse ‘objetivo da palavra’, essa preocupação com as letras”, diz Tato. “Parece que cada vez mais as músicas do mercado estão falando de inveja, vingança. A gente vê que é cada vez mais necessário [apresentar letras positivas.”

Acho que tirando São Paulo e BH, nosso maior fã-clube é em Brasília. É uma das cidades onde a gente mais tocou. A cidade tem muito carinho com a banda”
Tato,

Falamansa

“Amigo velho” é um exemplo. “Eu te desejo sorte, desejo tudo de bom! Tô com você até a morte. E eu sei você faria o mesmo”, diz um trecho. O clipe, que alcançou 378 mil visualizações nas redes sociais, mostra pessoas que queriam homenagear alguém especial e que acabaram recebendo homenagens.

“Convidamos fãs pedindo para que contassem histórias de quem queriam homenagear. Só que na hora de gravar, elas é que eram as homenageadas. Um dos caras, o irmão estava na Austrália, o outro homenageou o pai. Uma mulher tinha um câncer terminal, infelizmente ela já se foi, mas ela recebeu aquele carinho.

Um dos participantes do clipe era um admirador de Brasília. A capital é considerada um lugar especial para a banda. “Acho que tirando São Paulo e BH, nosso maior fã-clube é em Brasília. É uma das cidades onde a gente mais tocou. A cidade tem muito carinho com a banda”, afirma o músico.

E esse é o clima de alegria e identificação que Tato, Dezinho (triângulo), Alemão (zabumba) e Valdir (acordeom) pretendem imprimir no show na capital. O grupo não se vê em projetos paralelos nem se imagina mudando de estilo.

“Já teve gente perguntando se eu não queria uma carreira solo. Estamos felizes fazendo o som do Falamansa. Acho que isso é a chave da sucesso. Fidelidade faz qualquer profissão dar certo.”

Falamansa – Amigo velho

Data: sábado (29)

Horário: 21h

Local: Bamboa Brasília

Endereço: Setor Hípico – Área especial – Conjunto 22 (em frente ao Zoológico)

Informações: (61) 3334-4450

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