Polícia prende suspeito de oferecer falsos empregos no Rock in Rio

A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) indiciou um homem suspeito de oferecer falsos empregos no Rock in Rio, nesta segunda-feira (24). O acusado, de 38 anos, se passava por um empresário que prestava serviços ao festival. Ele confessou o crime na delegacia e vai responder por estelionato.

Segundo o delegado titular da DRCI, Alexandre Thiers, Rodrigo fez ao menos cinco vítimas, que pagaram a ele uma “taxa de credenciamento” de R$ 150, para poderem trabalhar no festival.

“Ele aliciava as vítimas dizendo que era uma empresa de grande porte. As vítimas, como o mercado está bem difícil, acabaram caindo nessa pescaria de ilusões”, explicou o delegado Alessandro Thiers.

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As investigações começaram após uma denúncia, feita pelo próprio Rock in Rio, de que uma pessoa estaria oferecendo empregos inexistentes em nome do festival. A polícia cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços que seriam ligados ao suspeito. Ele foi encontrado na Penha, no Subúrbio do Rio, e encaminhado à delegacia. Se for condenado, pode pegar até 5 anos de prisão por cada um dos cinco estelionatos cometidos. Ele já tinha passagens na polícia pelo mesmo crime.

Em outro dos oito endereços, a polícia encontrou Leonel Dutra de Lemos. Ele foi preso em flagrante por porte ilegal de armas e porte de drogas. Em depoimento, o suspeito afirmou que a maconha apreendida era para uso próprio. Segundo o delegado, a princípio, Leonel não tem ligação com os crimes de estelionato praticados pelo primeiro suspeito.

Vitima pagou mais R$ 2 mil

Segundo a policia, o discurso do estelionatário seduzia as vítimas com eficácia. Ele dizia ter contatos em diversas áreas e empresas, uma delas a Petrobras. Uma das vítimas, que é cantora, chegou a pagar R$ 2 mil, além dos R$ 150 para trabalhar no Rock in Rio, para gravar um CD com a ajuda do suspeito.

O dinheiro serviria para ele subornar uma suposta pessoa na Petrobras, que facilitaria a liberação de recursos da Lei Rouanet na estatal, para a mulher gravar o álbum. O suspeito disse à polícia ter devolvido a quantia, porque com as investigações da Operação Lava Jato na Petrobras, a verba não seria mais liberada. A polícia ainda investiga se essa pessoa mencionada por ele realmente existe e se houve devolução do dinheiro.

Segundo o delegado Alexandre Thiers, o número de vítimas do suspeito pode ser maior. “É importante que as pessoas que tenham sido vítimas do golpe procurem a delegacia”, explicou.

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