Rincon Sapiência e Rico Dalasam inauguram com rap a série Som SP

Os rappers Rincon Sapiência e Rico Dalasam inauguram nesta sexta-feira (21) a série de reportagens Som SP. Os vídeos têm exibição semanal no SPTV 1ª Edição e mais conteúdos no G1.

A cena musical de São Paulo e a relação dos músicos com a cidade dão o tom do Som SP. Acompanhe os vídeos às sextas-feiras no SPTV e veja mais aqui no G1.

Rincon e Rico expandem as fronteiras do rap, tanto na mistura com outros estilos quanto no uso de espaços públicos e alternativos da cidade para shows. Saiba mais abaixo sobre os dois rappers que estreiam o Som SP.

RICO DALASAM

Rico Dalasam (Foto: Reprodução / YouTube )

O seu som é para quem gosta de…

Rico Dalasam: Meu som é pra quem gosta de música bem feita, bem produzida, bem escrita, bem mixada…

A gente tem uma preocupação muito grande em fazer música de qualidade, antes de mais nada, além de inovar. Inovar no texto e na produção musical, misturando outros ritmos ao rap e, sem dúvida, as ideias das letras trazem um frescor pra o que a gente conhece de rap no Brasil.

A gente fala de amor de um jeito que nunca foi falado, além de um novo senso de normatividade. Falamos de novos percursos não só para a música, mas para a vida social das pessoas, na intenção de se inserir todo mundo e fazer todo mundo se sentir parte de algo.

Em quais lugares de São Paulo você toca? Poderia descrever como eles são e quem frequenta?

Rico Dalasam: Acredito que a versatilidade do tipo de show e entretenimento que a gente propõe nos dá a chance de circular por diversos lugares. Uma hora estamos em um lugar onde existem pessoas que gostam muito de rap e são consumidores de uma festa típica desse gênero, outra hora estamos em lugares mais alternativos, ou em Sescs, onde existe um público de todas as faixas etárias.

O mais legal da nossa música é que temos quebrado essa barreira de que o rap só pode ser tocado em determinado lugar ou clube. Temos feito música pra ser tocada em todo lugar. A gente quer música em trilhas sonoras de filmes, novelas, tocando em rádios e tudo quanto é lugar, e isso tem se concretizado.

E o que é mais incrivel é conseguirmos criar essa relação entre o mundo do rap e a cena alternativa. A existencia de um Rico Dalasam traz esse frescor pro momento. O público da cena alternativa acaba frequentando lugares que antes era quase que exclusivo pra quem ouve somente rap.

Rico Dalasam (Foto: Reprodução / YouTube)

Qual música sua ou cover que você toca que mais te faz lembrar SP?

Rico Dalasam: Eu acredito que “Não posso esperar” caracteriza muito meu rolê dentro da cidade de São Paulo. Todos os meus deslocamentos, minhas relações… As relações que eu tenho com a cidade de São Paulo aparecem muito na letra. Se fosse outra cidade seria uma relação bem diferente. Essa música mostra o quanto SP é decisiva na construção do meu comportamento.

Como está a cena do seu estilo musical (rap) em SP?

Rico Dalasam: Acredito que vivemos uma cena de efervescência na cidade de SP. Não só em SP, mas no Brasil todo. Vários artistas possuem força total para serem grandes nomes no país. Muita gente legal trabalhando com qualidade e isso é ótimo porque ajuda a circular, cria festas novas e estabelece um número de festas de rap que só faz ser bom para quem trabalha com isso – rappers, djs e produtores.


Agenda de shows nos próximos dias:

27 de agosto- Shambala Festival – Manchester – Inglaterra

7 de setembro – Number 6 Festival – Portmerion – Reino Unido

13 de setembro – COMFUSÃO – SP

26 de setembro – Sesc Sorocaba

Veja os clipe de “Aceite-C” e “Não posso esperar”:

Na internet:

facebook.com/ricodalasam

twitter.com/ricodalasam

youtube.com/user/ricopahoglose

RINCON SAPIÊNCIA

Rincon Sapiência (Foto: Reprodução / YouTube)

O seu som é para quem gosta de…

Rincon Sapiência: O meu som é para quem gosta, primeiramente, de música. Tenho uma preocupação com o discurso, com as causas que defendo. Falando da parte técnica do rap, me dedico em imprimir um bom flow, uma boa métrica, mas nada disso ganha peso quando a música não é interessante. Aprendi a gostar de música dançando, me divertindo, tanto é que não são apenas músicas de rap que são marcantes em minha vida.

Samba, sertanejo, rock, reggae, música eletrônica, tudo isso compõe minha história. Por isso, penso nas pessoas que fazem aquele playlist pra enfrentar o transporte público lotado, penso nas pessoas que procuram uma boa trilha pra festa de aniversário, pra balada. Quero fazer parte da trilha sonora da vida das pessoas, independente de quem sejam. Quero que minha música encontre os amantes da música.

Em quais lugares de São Paulo você toca? Poderia descrever como eles são e quem frequenta?

Rincon Sapiência: Durante um certo tempo, o circuito do rap ficou totalmente voltado para o centro e as regiões próximas ao centro. Isso foi bom, pois as pessoas dos extremos passaram a se encontrar com mais facilidade. São Paulo é uma cidade muito grande, a zona leste, região onde moro, é tão populosa quanto outras cidades e até mesmo países, então as batalhas de freestyle, baladas e shows que acontecem nas regiões centrais funcionam muito bem. A maioria dos lugares em que nos apresentamos giram por essas regiões, mas pensando que o mercado se aquece ainda mais quando os artistas e o público passam a ter mais opções, tenho me alegrado com o fato de promotores de festas estarem propondo trabalhos nas periferias também.

Tem rolado bastante festa de rua, como sound system, ocupação em pistas de skate e outras iniciativas que nos permitem transitar melhor, e cada vez mais, na cidade de São Paulo. O público é muito amplo e é nisso que me amarro. Temos a simpatia da rapa do skate, do rock, da negada que se identifica com a cultura afro, da rapaziada vegana que geralmente fecha com o hardcore. Tanto em Sampa quanto fora, já me deparei com esse público: pretos, brancos, quebrada, condomínio. Estamos há cinco anos trampando profissionalmente, então diria que já tocamos nos mais diversos lugares aqui de São Paulo.

Rincon Sapiência (Foto: Divulgação / Youtube)

Qual música sua ou cover que você toca que mais te faz lembrar SP?

Rincon Sapiência: São Paulo é minha fonte de inspiração maior. Quando começo a me sentir enferrujado na escrita, vou para a rua fazer alguns corres e ler muito também. Depois, quando me encontro com a caneta, já noto as coisas fluindo melhor. Músicas como “Andar com Fé”, “Transporte Público”, “É Real”, “Coisas de Brasil”, “Cidade Feyah”, me trazem um filme de SP na mente. Inclusive, meu disco mais recente é um EP intitulado “SP Gueto BR”.

Como está a cena do seu estilo musical (rap) em SP?

Rincon Sapiência: Muito boa, pelo fato de termos vários artistas e uma demanda boa de público. Poderíamos citar artistas de destaque nas quatro pontas da cidade e continuamos trampando e torcendo para a cena se aquecer ainda mais. Existem também ótimos artistas que, por falta desse aquecimento, ainda não despontaram. Lamento muito por isso, temos bons DJ´s, MC´s, beatmakers, mas a parte mais fraca dessa engrenagem são os bons profissionais em outras áreas, fora dos palcos e dos estúdios. Mesmo assim, me sinto otimista com o surgimento de produtoras e pessoas interessadas em cooperar com o rap, atuando nos bastidores.

Agenda de shows nos próximos dias:

29/08 – Teatro Flávio Império (São Paulo/SP)

05/09 – Festival 100% Favela (São Paulo/SP)

Veja os clipes de “Coisas do Brasil” e “Linhas de Soco”:

Na internet:

fb.com/rinconzl

youtube.com/rinconsapiencia

twitter@rinconzl

www.rinconsapiencia.com.br

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