‘Muito fácil me apaixonar’, diz Brichta sobre filme com Mariana Ximenes

Vladimir Brichta e Mariana Ximenes são os astros de 'Um Homem Só" (Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto)Vladimir Brichta e Mariana Ximenes são os astros de “Um Homem Só”, último filme exibido em Gramado

(Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto)

Último filme exibido no 43º Festival de Cinema de Gramado, “Um Homem Só” conta a história de Arnaldo, um homem que, frustrado com a própria vida, resolve procurar uma clínica que clona seres humanos para fazer uma cópia de si mesmo. A comédia romântica com ares de drama, dirigida por Claudia Jouvin, estreou no evento na Serra do Rio Grande do Sul na noite de sexta-feira (14). Neste sábado (15), equipe e elenco concederam entrevista coletiva aos jornalistas.

Equipe do filme Um Homem Só concede coletiva em Gramado (Foto: Rafaella Fraga/G1)Equipe do filme “Um Homem Só” concede coletiva

em Gramado (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Vladimir Brichta e Mariana Ximenes, cuja participação foi muito elogiada pela maioria, dividem o protagonismo do longa-metragem. Destaque no tapete vermelho na sexta-feira (14), a atriz também rouba a cena no filme: surge na tela na pele da personagem Josie, uma jovem excêntrica que trabalha com a tia em um cemitério de animais. A performance rendeu elogios do colega.

“A Mari está linda mesmo no filme. Foi muito fácil contracenar com ela e me apaixonar por ela”, afirmou o ator. Os cabelos ruivos e as sardas no rosto da personagem geraram comparações com Valente, protagonista da animação homônima da Disney. Ela brincou com os comentários. “A Josie surgiu antes”, garante ela, que também é produtora do filme.

A caracterização de Mariana no set levava cerca de cinco horas, segundo a atriz. Mudar a aparência foi um desafio que a motivou a aceitar o papel. “Eu adoro fazer uma mutação e me transformar, e a gente foi em busca também de como ia executar essa mutação. E entraram as mãos mágicas do Martin”, elogiou Mariana ao falar do artista plástico e maquiador mexicano Martin Macías Trujillo, que já trabalhou em mais de 60 obras nacionais e internacionais. “Ele é um artesão”, derreteu-se.

Elenco pop

Brichta exaltou a beleza de Mariana Ximenes em Um Homem Só em Gramado (Foto: Igor Pires/Agência Pressphoto)Brichta exaltou a beleza de Mariana em “Um

Homem Só”(Foto: Igor Pires/Agência Pressphoto)

Embora conhecido pelo grande público pela série “Tapas e Beijos” da Rede Globo, Vladimir tem sido visto cada vez mais no cinema. O último trabalho, “Real Beleza”, do cineasta gaúcho Jorge Furtado, está em cartaz em todo o país. Foram cinco trabalhos nos últimos seis anos.

“Quando comecei a fazer, achava muito difícil aquela coisa picotada. Eu comecei a fazer teatro, antes da televisão. Eu acho que aprendi a ter tesão mesmo de contar a história da forma que o cinema acontece. E as oportunidades estão surgindo”, comentou o ator.

Quem também divide a tela é o colega de Vladimir na série global, o ator Otávio Muller. No elenco anda estão Ingrid Guimarães, Natália Lage, Eliane Giardini, entre outros.

Humor e romantismo

Claudia Jouvin responde pela direção de Um Homem Só (Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto)Carioca Claudia Jouvin dirigiu “Um Homem Só”

(Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto)

“Um Homem Só” é o primeiro longa-metragem da roteirista carioca Claudia Jouvin, que já escreveu séries de comédia da Rede Globo como “A Diarista” e “A Grande Família”. Aos jornalistas, ela reforçou o romantismo do filme.

“Adoro comédia, é meu lugar de conforto. Minha primeira intenção não era essa. Eu queria fazer uma historia de amor estranha. Mas não tenho como fugir do humor. Não acho que o filme seja uma comédia. É um romance. O foco é a historia da Josie e do Arnaldo”, defendeu.

A comédia, de fato, domina o cinema brasileiro, ao menos em relação aos títulos que chegam ao circuito comercial. Não que isso seja um problema para Vladimir. Ele acredita que é possível desenvolver outros gêneros a partir do riso.

“A gente vive um momento em que a indústria do cinema nacional tem sobrevivido muito bem, com a comédia. E isso tem a ver com o meu entendimento, a minha crença, que a gente pode fazer vários tipos de comédia. Posso rir com o Jerry Lewis, o Steve Carrell, o De Niro. A comédia é muito mais ampla”, completou Vladimir.

Os vencedores da edição de 2015 do Festival de Cinema de Gramado serão conhecidos na noite deste sábado (15). Serão distribuídos kikitos e troféus para os ganhadores das categorias divididas em longas-metragens nacionais, estrangeiros e curtas brasileiros.

saiba mais

Serviço

43ª Festival de Cinema de Gramado

Data: De 7 a 15 de agosto

Onde: Palácio dos Festivais (Av. Borges de Medeiros, 2697)

Quanto: De R$ 30 (sessão) a R$ 100 (premiação)

Longa-metragem nacional

“Ausência”, de Chico Teixeira (SP)

“Introdução à Música do Sangue”, de Luiz Carlos Lacerda (RJ)

“O Fim e os Meios”, de Murilo Salles (RJ)

“O Outro Lado do Paraíso”, de André Ristum (DF)

“O Último Cine Drive-In”, de Iberê Carvalho (DF)

“Ponto Zero”, de José Pedro Goulart (RS)

“Um Homem Só”, de Cláudia Jouvin (RJ)

Longa-metragem estrangeiro

“Ella”, de Libia Stella Gómez (Colômbia)

“En La Estancia”, de Carlos Armella (México)

“La Salada”, de Juan Martin Hsu (Argentina)

“Ochentaisiete”, de Anahi Hoeneisen e Daniel Andrade (Equador)

“Presos”, de Esteban Ramírez Jímenez (Costa Rica)

“Venecia”, de Kiki Alvarez (Cuba)

“Zanahoria”, de Enrique Buchichio (Uruguai)

Curta-metragem nacional

“Bá”, de Leandro Tadashi (SP)

“Como São Cruéis os Pássaros da Alvorada”, de João Toledo (MG)

“Dá Licença de Contar”, de Pedro Serrano (SP)

“Enquanto o Sangue Coloria a Noite, Eu Olhava as Estrelas”, de Felipe Arrojo Poroger (SP)

“Haram”, de Max Gaggino (BA)

“Heroi”, de Pedro Figueiredo (SP)

“Macapá”, de Marcos Ponts (MA)

“Miss & Grubs”, de Camila Kamimura e Jonas Brandão (SP)

“Muro”, de Eliane Scardovelli (SP)

“O Corpo”, de Lucas Cassales (RS)

“O Teto Sobre Nós”, de Bruno Carboni (RS)

“Quando Parei de Me Preocupar Com Canalhas”, de Tiago Vieira (SP/GO)

“S2”, de Bruno Bini (MT)

“Sêo Inácio (ou O Cinema Imaginário)”, de Helio Ronyvon (RN)

“Virgindade”, de Chico Lacerda (PE)

Deixe uma resposta