De volta a Gramado, Fernando Solanas recebe o Kikito de Cristal

Fernando Solanas exibe o troféu recebido no Festival de Gramado (Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto)Fernando Solanas exibe o troféu recebido no Festival de Gramado (Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto)

O diretor, roteirista, ator e produtor argentino Fernando Solanas foi agraciado na noite desta sexta-feira (14) com o Kikito de Cristal, em solenidade do 43° Festival de Cinema de Gramado. Em seu discurso, atual senador da Argentina relembrou suas passagens anteriores pela cidade da Serra do Rio Grande do Sul.

Solanas recebe o kikito de cristal no Festival de Cinema de Gramado RS (Foto: Rafaella Fraga/G1)Solanas recebe o Kikito de Cristal no Festival

de Cinema (Foto: Rafaella Fraga/G1)

“Mil gracias por isso” repetiu duas vezes o argentino ao chegar ao púlpito. “Estou voltando à minha pátria gaúcha”, continuou, ao lembrar as passagens por Gramado, exibidas instantes antes em um vídeo no telão do Palácio dos Festivais.

A distinção foi entregue pelo casal Luiz Carlos Barreto e Luci Barreto. Em seu discurso, Solanas exaltou realizadores brasileiros como Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha e Joaquim Pedro de Andrade. “Por uma América Latina mais unida”, citou, para logo depois agradecer mais uma vez e deixar o palco, aplaudido de pé pela plateia.

O Kikito de Cristal é a honraria dedicada aos expoentes do cinema latino-americano. Solanas esteve na cidade gaúcha em 1991, primeiro ano de internacionalização do Festival de Cinema de Gramado. Dezoito anos depois, voltou para apresentar “Próxima Estación” e saiu do Palácio dos Festivais com um kikito especial pelo longa-metragem.

Com um filmografia que inclui mais de 20 filmes, Solanas já foi premiado internacionalmente com obras como “El Exilio de Gardel”, de 1985, onde trabalhou na direção, produção, roteiro e também foi ator. “Sur”, de 1988, foi premiado em Cannes, um dos principais festivais do mundo. Solanas sempre conciliou sua filmografia com projetos políticos e sociais em prol da sétima arte no país vizinho.

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Serviço

43ª Festival de Cinema de Gramado

Data: De 7 a 15 de agosto

Onde: Palácio dos Festivais (Av. Borges de Medeiros, 2697)

Quanto: De R$ 30 (sessão) a R$ 100 (premiação)

Longa-metragem nacional

“Ausência”, de Chico Teixeira (SP)

“Introdução à Música do Sangue”, de Luiz Carlos Lacerda (RJ)

“O Fim e os Meios”, de Murilo Salles (RJ)

“O Outro Lado do Paraíso”, de André Ristum (DF)

“O Último Cine Drive-In”, de Iberê Carvalho (DF)

“Ponto Zero”, de José Pedro Goulart (RS)

“Um Homem Só”, de Cláudia Jouvin (RJ)

Longa-metragem estrangeiro

“Ella”, de Libia Stella Gómez (Colômbia)

“En La Estancia”, de Carlos Armella (México)

“La Salada”, de Juan Martin Hsu (Argentina)

“Ochentaisiete”, de Anahi Hoeneisen e Daniel Andrade (Equador)

“Presos”, de Esteban Ramírez Jímenez (Costa Rica)

“Venecia”, de Kiki Alvarez (Cuba)

“Zanahoria”, de Enrique Buchichio (Uruguai)

Curta-metragem nacional

“Bá”, de Leandro Tadashi (SP)

“Como São Cruéis os Pássaros da Alvorada”, de João Toledo (MG)

“Dá Licença de Contar”, de Pedro Serrano (SP)

“Enquanto o Sangue Coloria a Noite, Eu Olhava as Estrelas”, de Felipe Arrojo Poroger (SP)

“Haram”, de Max Gaggino (BA)

“Heroi”, de Pedro Figueiredo (SP)

“Macapá”, de Marcos Ponts (MA)

“Miss & Grubs”, de Camila Kamimura e Jonas Brandão (SP)

“Muro”, de Eliane Scardovelli (SP)

“O Corpo”, de Lucas Cassales (RS)

“O Teto Sobre Nós”, de Bruno Carboni (RS)

“Quando Parei de Me Preocupar Com Canalhas”, de Tiago Vieira (SP/GO)

“S2”, de Bruno Bini (MT)

“Sêo Inácio (ou O Cinema Imaginário)”, de Helio Ronyvon (RN)

“Virgindade”, de Chico Lacerda (PE)

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