‘Você se sente respeitado’, diz Daniel Filho sobre homenagem em Gramado

Festival de Cinema de Gramado artores filmes Rio Grande do Sul Serra (Foto: Cleiton Thiele/Agência PressPhoto)Daniel Filho posa para as fotos ao lado da esposa (Foto: Cleiton Thiele/Agência PressPhoto)

Com 60 anos de carreira, o diretor, ator, produtor e roteirista Daniel Filho recebe na noite deste s[ábado o Troféu Cidade de Gramado, prêmio concedido no Festival de Cinema da cidade. Na serra gaúcha desde sexta-feira (7), o carioca demonstra estar animado com o reconhecimento do trabalho. Em sua carreira, são mais de 40 longas no cinema.

“Você se sente lembrado, se sente respeitado. Você sente que contribuiu com algo que você ama muito, que é o cinema. Tenho muito respeito e admiração por esses 43 anos de festival. É uma emoção por participar, por estar colocando meu nome como um homenageado”, disse. Daniel Filho, em entrevista coletiva neste sábado. 

saiba mais

Daniel Filho percorreu todas as fases do cinema brasileiro desde a década de 1950. Sua estreia foi em “Colégio de Brotos”, comédia protagonizada por Oscarito, em 1955. Dos trabalhos mais atuais, tem no currículo os sucessos “Se eu Fosse Você” e “Se eu Fosse Você 2”, sequência que quebrou recordes no ano em que foi lançada e ultrapassou a marca de 5 milhões de espectadores. Em 2015, voltou aos cinemas nacionais com “Sorria, Você está Sendo Filmado”, quando dirigiu atores como Lázaro Ramos e Susana Vieira.

“Sei que tenho uma história longa no cinema. Eu mesmo fico admirado e penso como fiz tudo isso. Será que não tem uma mentirinha aí? Não tem não”, disse, entre risos.

Com extensa carreira no cinema, o homenageado também tem inúmeros trabalhos na televisão. Em entrevista coletiva, ele confessou que sua grande paixão é a atuação. No futuro, pretende voltar a trabalhar como ator. “Gostaria de terminar minha vida ou continuar minha vida como ator. Porque sempre vão precisar de um velhinho. Eu sou ator, mas para isso tenho que ser mais escalado”, brincou.

Os demais homenageados deste ano no Festival de Gramado são Marília Pêra, que recebe o Troféu Oscarito na terça (11), o diretor e produtor Zelito Viana, que ganhará o Troféu Eduardo Abelin na quinta-feira (13), e o diretor argentino Fernando “Pino” Solanas, agraciado com o Kikito de Cristal na sexta (14), véspera da premiação oficial.

Daniel Filho Gramado (Foto: Cleiton Thiele/PressPhoto/Divulgação )Ator, dire (Foto: Cleiton Thiele/PressPhoto/Divulgação )

Serviço

43ª Festival de Cinema de Gramado

Data: De 7 a 15 de agosto

Onde: Palácio dos Festivais (Av. Borges de Medeiros, 2697)

Quanto: De R$30 (sessão) a R$ 100 (premiação)

Longa-metragem nacional

“Ausência”, de Chico Teixeira (SP)

“Introdução à Música do Sangue”, de Luiz Carlos Lacerda (RJ)

“O Fim e os Meios”, de Murilo Salles (RJ)

“O Outro Lado do Paraíso”, de André Ristum (DF)

“O Último Cine Drive-In”, de Iberê Carvalho (DF)

“Ponto Zero”, de José Pedro Goulart (RS)

“Um Homem Só”, de Cláudia Jouvin (RJ)

Longa-metragem estrangeiro

“Ella”, de Libia Stella Gómez (Colômbia)

“En La Estancia”, de Carlos Armella (México)

“La Salada”, de Juan Martin Hsu (Argentina)

“Ochentaisiete”, de Anahi Hoeneisen e Daniel Andrade (Equador)

“Presos”, de Esteban Ramírez Jímenez (Costa Rica)

“Venecia”, de Kiki Alvarez (Cuba)

“Zanahoria”, de Enrique Buchichio (Uruguai)

Curta-metragem nacional

“Bá”, de Leandro Tadashi (SP)

“Como São Cruéis os Pássaros da Alvorada”, de João Toledo (MG)

“Dá Licença de Contar”, de Pedro Serrano (SP)

“Enquanto o Sangue Coloria a Noite, Eu Olhava as Estrelas”, de Felipe Arrojo Poroger (SP)

“Haram”, de Max Gaggino (BA)

“Heroi”, de Pedro Figueiredo (SP)

“Macapá”, de Marcos Ponts (MA)

“Miss & Grubs”, de Camila Kamimura e Jonas Brandão (SP)

“Muro”, de Eliane Scardovelli (SP)

“O Corpo”, de Lucas Cassales (RS)

“O Teto Sobre Nós”, de Bruno Carboni (RS)

“Quando Parei de Me Preocupar Com Canalhas”, de Tiago Vieira (SP/GO)

“S2”, de Bruno Bini (MT)

“Sêo Inácio (ou O Cinema Imaginário)”, de Helio Ronyvon (RN)

“Virgindade”, de Chico Lacerda (PE)

Mostra Gaúcha

“Arte da Loucura”, de Karine Emerich e Mirela Kruel (Porto Alegre)

“Atrás da Sombra”, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes (Porto Alegre)

“Bruxa de Fábrica”, de Jonas Costa (São Leopoldo)

“Consertam-se Gaitas”, de Ana Cris Paulus, Boca Migotto e Felipe Gue Martini (Bento Gonçalves)

“Da Vida Só Espero a Morte”, de Júlia Ramos (Porto Alegre)

“De Que Lado Me Olhas”, de Carolina de Azevedo e Elena Sassi (São Leopoldo)

“Entre nós”, de Maciel Fischer (Pelotas)

“Ferro”, de Giordano Gio (Porto Alegre)

“Kaali”, de Gabriel Motta Ferreira (Porto Alegre)

“Liga-pontos”, de Teresa Assis Brasil (São Leopoldo)

“Madrepérola”, de Deise Hauenstein (São Leopoldo)

“Nes Pas Projeter”, de Cristian Verardi (Porto Alegre)

“O Corpo”, de Lucas Cassales (Porto Alegre)

“O Movimento do Escuro”, de Alexandre Rossi (Porto Alegre)

“O Sonho, o Limiar e a Porta que Metamorfoseia”, de Gustavo Spolidoro (Porto Alegre)

“Pele de Concreto”, de Daniel de Bem (Porto Alegre)

“Plano”, de Virginia Simone, Carlos Dias e Matheus Walter (Porto Alegre)

“Quanto Mais Suicidas, Menos Suicidas”, de Maurício Canterle Gonçalves (Santa Maria)

“Rito Sumário”, de Alexandre Derlam (Porto Alegre)

Deixe uma resposta