‘Professor Girafales’ diz não ter medo da morte: ‘Temo estar morrendo’

Rubén Aguirre em homenagem recebida em programa de televisão (Foto: Divulgação/Facebook Oficial)Rubén Aguirre em homenagem recebida em programa de televisão (Foto: Divulgação/Facebook Oficial)

O ator mexicano Rubén Aguirre, 81, que interpretou o Professor Girafales no seriado “Chaves”, comentou seu delicado estado de saúde em recente entrevista ao canal Telemundo, emissora hispânica dos Estados Unidos.

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Fumando um charuto, Aguirre disse, rindo, que está “razoavelmente bem”. Em agosto de 2014, ele havia sido internado com quadro de desidratação e anemia. “Não estou totalmente bem: uso uma cadeira de rodas, não posso caminhar, não tenho força nas pernas… Não temo a morte. Temo estar morrendo. Isso, sim, me dá muito medo”, afirmou.

A reportagem descreve que um dos problemas de saúde de Aguirre são os cálculos biliares diagnosticados na época da internação. Mas eles não puderam ser removidos por causa de uma dívida hospitalar do ator.

De acordo com ele, a Associação Nacional de Atores do México (Anda), alvo de sérias críticas e um desabafo público em junho, finalmente quitou o valor. “Apareceram apenas há duas semanas. Já não se deve nada. Pagaram tudo.”

Um filho de Roberto Bolaños (1929-2014), criador e protagonista de “Chaves”, teria se oferecido para ajudar Aguirre. Os outros colegas de elenco não fizeram o mesmo, segundo o ator.

“Nem Carlos [Villagrán, o Quico], nem Maria Antonieta [de las Nieves, a Chiquinha], nem Edgar [Vivar, o Senhor Barriga], ninguém se aproximou para me dar apoio. Mas eu entendo”, comentou.

‘E agora, quem poderá me defender?’

Na carta à Anda em junho, Aguirre reivindicava assistência médica da Anda. Citando “graves problemas de saúde”, o texto tinha o seguinte título, em referência a um bordão do personagem Chapolin: “E agora, quem poderá me defender?”.

“É meu desejo fazer a opinião pública conhecer o desinteresse de meu sindicato, Anda, em cumprir suas obrigações; no caso, prestar efetivamente uma atenção médica digna, à qual temos direito após ter cumprido como associado com minhas cotas”, dizia.

“Minhas forças se acabaram. Tenho lutado há dez anos por esse direito, porque há dez anos preciso dele”, escreve. “Tenho 81 anos e, repito, tenho sérios problemas de saúde.”

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