Pelado, atrasada, vaiado: Rihanna, Brown e Queens têm 2ª chance

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O Rock in Rio 2015 será uma segunda chance para artistas que tiveram problemas em edições anteriores. Se tudo der certo, vão ficar para trás as vaias a Erasmo Carlos (1985) e Carlinhos Brown (2001), a nudez do baixista do Queens of the Stone Age (2001) e o atraso com vaias prévias a Rihanna (2011).

Lembre abaixo shows conturbados de artistas que voltam ao Rock in Rio em 2015:

O peladão do Queens of the Stone

Em 2001, o então baixista da banda, Nick Oliveri, apareceu pelado no palco (veja vídeo acima). Ele chegou a receber uma ordem de prisão do juiz Siro Darlan, mas foi liberado logo depois. A justificativa dele foi a seguinte: “Todo mundo aparece nu na televisão aqui na época do carnaval, achei que não tinha problema”.

Neste ano, para o alívio dos pudicos, Nick não faz parte mais da banda. Provavelmente vestido, o Queen vai voltar com mais moral (teve boas passagens por outros festivais e show solo no Brasil).

O líder da banda, Josh Homme, admitiu depois em entrevistas que a nudez do colega no palco foi uma maneira de “causar” no festival. Menos experiente, a banda foi recebida entre indiferença e má vontade dos fãs de Iron Maiden e Sepultura há 14 anos.

Carlinhos Brown pela paz

Ficou para a história do Rock in Rio a imagem de Carlinhos Brown sob chuva de vaias, garrafas e copos de plástico em 2001 (veja vídeo acima).

Brown foi escalado para o dia do Guns N’Roses. No show anterior, o Pato Fu já tinha dado sangue (literalmente, das mãos machucadas de Fernada Takai ao tocar guitarra) para evitar a hostilidade do público. O cantor de “A namorada” não teve a mesma sorte.

Desta vez, ele volta no Palco Sunset em dia pop (encerrado por Rihanna no Palco Mundo). Ele canta com Sérgio Mendes, refazendo a dupla que rendeu uma indicação brasileira ao Oscar pela música “Real in Rio”, da animação “Rio”. É difícil rolar um revival da revolta.

Rihanna atrasada e ‘soltinha’

Rihanna imita guitarrista e acompanha solo (Foto: AP)Rihanna imita guitarrista e acompanha solo (Foto: AP)

Em 2011, a cantora de Barbados teve que se desdobrar para não sair derrotada. O show dela começou com quase duas horas de atraso – só superado, claro, por Axl Rose no encerramento.

Vaias ecoaram pela plateia meia hora antes de Rihanna entrar no palco (leia resenha do G1). Mas, depois do início do show, ela conseguiu virar o jogo com hits como “Love the way you lie” e “Umbrella”.

Ela conseguiu salvar o show de 2011, mesmo que muitos fãs tenham achado que a cantora parecia bêbada. Mas desta vez, ela será atração principal, e encerra o festival – responsabilidade suficiente para ajustar bem o despertador do celular.

Erasmo ‘inocente’

Erasmo Carlos divulga em 2014 o disco 'Gigante gentil' (Foto: Divulgação)Erasmo Carlos (Foto: Divulgação)

O Tremendão estreou as vaias do Rock in Rio em sua primeira edição, em 1985. Colocado para cantar junto com nomes do heavy metal como Ozzy Osbourne e Iron Maiden, ele foi hostilizado pela então nova “tribo dos metaleiros”.

“Foi um erro de inocentes. Ninguém sabia que já existiam tribos – nem os produtores, nem os artistas. Penso que música é uma coisa tão bonita, que é para unir as pessoas. Eu fui aprender na hora, no palco (risos). Aí tomei um susto e vi a hostilidade de estar cantando num dia fora do meu”, lembrou Erasmo à revista “Billboard Brasil” em 2011.

Ele já voltou ao festival em 2011 (sem nenhuma vaia) e faz sua terceira participação neste ano. Desta vez, ele faz parceria com o Ultraje a Rigor no Palco Sunset.

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