Ai Weiwei espera poder voltar à China após viagem à Alemanha

O artista chinês Ai Weiwei dá entrevista na saída de aeroporto em Munique, na Alemanha, após chegar da China, em 30 de julho de 2015 (Foto: Christof Stache/AFP)O artista chinês Ai Weiwei dá entrevista na saída de aeroporto em Munique, na Alemanha, após chegar da China, em 30 de julho de 2015 (Foto: Christof Stache/AFP)

O artista dissidente chinês Ai Weiwei, que na quinta-feira passada (30) chegou à Alemanha depois de ter passado quatro anos sem poder sair de seu país, acredita que não terá problemas para voltar à China, afirmou em uma entrevista ao jornal “Suddeutsche Zeitung”.

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“Prometeram que eu podia voltar, o que para mim é muito importante”, disse Ai Weiwei em sua primeira entrevista desde que chegou à Alemanha. “Disseram-me: ‘[você] é uma pessoa livre'”, lembrou o artista.

Ai Weiwei chegou passada a Munique, onde vive seu filho, a quem não via há anos. O artista de 57 anos viajará posteriormente a Berlim, onde já expôs em várias ocasiões e onde lhe ofereceram uma cátedra na Universidade de Belas Artes.

“Vigiam exatamente o que digo e o que faço, mas é muito diferente de antes, agora é possível falar um pouco mais abertamente com as pessoas”, disse Ai Weiwei, que se submeteu a um exame médico em sua chegada a Munique.

“O médico não encontrou nada suspeito”, disse o artista chinês, que explicou que havia recebido seu passaporte quase sem condições depois de quatro anos sem tê-lo.

“Há uma nova base de confiança”, confirmou Ai Weiwei, que havia sido acusado de fraude fiscal e esteve detido entre abril e junho de 2011, provocando uma onda internacional de protestos.

O artista não se referiu aos seus planos de viajar à Grã-Bretanha, cujo governo negou a ele um visto de seis meses para impedir, ao que parece, que estivesse em Londres junto com o presidente chinês Xi Jinping, que fará uma visita de Estado em outubro.

Mas na sexta-feira passada o governo britânico mudou de posição após as críticas.

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