Banda Rocan mostra ‘rock candango’ no Brasília Independente

A banda de “rock candango” Rocan é a atração desta semana do Brasília Independente, quadro do DFTV e do G1 que abre espaço para músicos independentes de Brasília mostrarem trabalhos autorais. O sexteto participa do programa com a composição “Apesar de toda a influência”.

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O grupo se juntou há 13 anos na sala da casa de três dos integrantes, os irmãos Pedro Rocan (vocalista), Morais (bateria) e DJ Pirucão (pick-ups). A formação atual inclui os guitarrista Dario e Thor e o baixista Sanches. No início, a ideia era apenas tocar o som das bandas que eles admiravam.

“Quando a gente começou a tocar bastante, o pessoal falou ‘está na hora de fazer o som de vocês’. Aí, a gente começou a compor”, afirma Pedro. “A gente nunca foi uma banda de garagem, a gente era uma ‘anda de sala’, tocava na sala da minha casa mesmo.”

Ele cita como influências artistas que surgiram ou fizeram sucesso nos anos 1990, como Raimundos, Chico Science & Nação Zumbi, Charlie Brown Jr., Rage Against the Machine, Metallica e Pantera.

A gente até coloca no release que qualquer semelhança [com a polícia] é mera coincidência. A história da banda, os integrantes, a gente coloca como ‘ficha criminal’, a logo [logomarca] é uma digital, mas a ideia é rock candango mesmo”
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Apesar do nome remeter a uma das equipes da Polícia Militar (Rocam), a Rocan diz pretender apenas identificar o som do grupo. “A gente até coloca no release que qualquer semelhança é mera coincidência. A história da banda, os integrantes, a gente coloca como ‘ficha criminal’, a logo [logomaca] é uma digital, mas a ideia é rock candango mesmo”, afirma Pedro.

Em 2012, eles lançaram um CD que leva o nome do grupo e traz participações do vocalista Marceleza (Maskavo), do percussionista Baía (ex-Tihuana) e do guitarrista e vocalista dos Raimundos, Digão, que também assina a co-autoria da música “Adrê”. No último dia 15, eles lançaram o single “Nada pode me parar”.

Os integrantes planejam ir a São Paulo em outubro para gravar seis músicas novas. Eles ainda não sabem se vão lançar como EP ou se vão apenas disponibilizar para a internet.

Escolhidos

Um corpo de jurados formado pelo maestro da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, Cláudio Cohen, o vocalista e guitarrista do Plebe Rude Philippe Seabra, a cantora Dhi Ribeiro, a dupla Pedro Paulo & Matheus, o violonista Roberto Corrêa e o DJ Raffa escolheu as dez bandas finalistas da 6ª edição do Brasília Independente. Este mesmo júri vai avaliar os clipes dos finalistas e vai escolher a melhor música e a melhor perfomance.

O quadro manteve também a premiação de acordo com a escolha do público. Os dez artistas selecionados para a etapa final vão passar por uma enquete popular na página do G1.

O Brasília Independente é realizado desde 2011. Ao longo de cinco edições, 54 bandas do DF e Entorno já exibiram seus trabalhos no quadro. As inscrições para a sexta edição foram abertas entre 27 de abril e 10 de maio. A exibição dos clipes com os participantes tem início em 6 de junho.

Nas cinco edições do quadro, grupos de rock, samba, MPB, rap, pagode, gospel e sertanejo já foram atrações. Em 2011, a vencedora foi a banda Levitas Reggae, do Guará. Como era o lançamento do projeto, o prêmio foi um videoclipe.

Na segunda edição, a campeã foi a banda Dezesseis Quinze, de rap gospel. Além da reportagem como prêmio, eles foram convidados para  se apresentar na edição de Brasília do “Festival Promessas” de música gospel.

A terceira etapa do projeto teve como vencedora a banda de samba Kipekado. Em 2013, o grupo vencedor foi o trio de rock’n’roll Saurios, de Taguatinga. Na última edição, em 2014, quem levou o prêmio foi a banda Sapiens.

Finalistas da 6ª edição do Brasília Independente (por ordem alfabética)

1 – Calvet

2 – DNP

3 – Grupo Sem Distinção

4 – Heavenly King

5 – Inside

6 – Mauricio e Vinicio

7 – Pontocom

8 – Rocan

9 – Terra Prometida

10 – Vaga-Lumes no Vazio da Noite de Vênus

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